Cannabis medicinal freia avanço do Alzheimer, diz estudo
Cannabis medicinal freia avanço do Alzheimer, diz estudo Pesquisa divulgada em 05/01/2026 mostra que microdoses subpsicoativas de canabinoides podem retardar a progressão do Alzheimer leve, oferecendo nova alternativa para milhões de idosos.
Cannabis medicinal freia avanço do Alzheimer, diz estudo
Números que explicam a urgência
Segundo estimativas da Alzheimer’s Disease International, 1,2 milhão de brasileiros convivem com demência, e 100 mil novos casos surgem a cada ano. Globalmente são 50 milhões de diagnósticos, com projeções de 74,7 milhões em 2030 e 131,5 milhões em 2050. Frente ao envelhecimento populacional e à falta de terapias eficazes, qualquer sinal de neuroproteção ganha destaque.
Detalhes do ensaio clínico da UNILA
O estudo conduzido pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) avaliou pacientes com doença de Alzheimer em estágio leve. O protocolo seguiu o padrão ouro da pesquisa científica: foi randomizado, duplo-cego e controlado por placebo. Durante o experimento, idosos receberam microdoses diárias de extrato de cannabis medicinal, enquanto o grupo controle recebeu substância inativa visualmente idêntica.
De acordo com o pesquisador Diego Rodrigues, fundador da MEDKAYA, não foram observados efeitos psicoativos relevantes, reforçando o perfil de segurança das microdoses. Resultados preliminares sugerem melhora na memória de curto prazo e possível desaceleração do declínio cognitivo, embora sejam necessários estudos maiores para confirmar o impacto na progressão da doença.
Potencial clínico e próximos passos
Especialistas apontam que os canabinoides podem atuar na redução da neuroinflamação e no estresse oxidativo, fatores envolvidos na degeneração neuronal. “Estamos diante de uma estratégia promissora que alia segurança a resultados mensuráveis”, afirmou Rodrigues no programa Tribuna no Ar.

Imagem: Internet
Novos ensaios, com amostras mais amplas e acompanhamento de longo prazo, já estão em planejamento. A expectativa é que os dados sirvam de base para protocolos clínicos e eventual regulamentação da terapia no Sistema Único de Saúde (SUS).
Com evidências iniciais animadoras, a relação entre cannabis medicinal e Alzheimer deve permanecer no centro do debate científico e legislativo nos próximos anos. Para acompanhar outras pesquisas em saúde no Brasil, visite nossa editoria Brasil e saiba mais.
Crédito da imagem: Natália Mancio















