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Canetas emagrecedoras impulsionam farmácias na Bolsa

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Canetas emagrecedoras impulsionam farmácias na Bolsa

Canetas emagrecedoras impulsionam farmácias na Bolsa — Os medicamentos à base de GLP-1, popularmente chamados de canetas emagrecedoras, deixaram de ser tendência passageira e passaram a remodelar o varejo farmacêutico brasileiro, com reflexos que já se estendem à indústria de alimentos e ao setor de saúde.

Mercado pode saltar de R$ 10 bi para R$ 50 bi até 2030

Relatório do Itaú BBA projeta que o faturamento com GLP-1 no Brasil pode quintuplicar entre 2025 e 2030, avançando de cerca de R$ 10 bilhões para R$ 50 bilhões. O crescimento é sustentado por demanda firme, preços elevados e, em breve, pela entrada de versões genéricas após a perda de patente da semaglutida, princípio ativo de marcas como Ozempic.

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Grandes redes capturam a maior fatia

A oferta limitada favorece as principais redes de farmácias. Pague Menos, Panvel e Raia Drogasil exibem participação em GLP-1 quase duas vezes superior ao market share global no varejo farmacêutico. Na B3, as ações da Pague Menos (PGMN3) avançam 104% em 12 meses, Panvel (PNVL3) soma 70% e RD (RADL3) ganha 24%.

Genéricos devem destravar novo ciclo de expansão

Segundo o banco, a chegada dos genéricos tende a aliviar o gargalo de oferta e reduzir preços, ampliando a base de consumidores. O movimento também abre espaço para laboratórios locais: a Hypera Pharma pode lançar seu GLP-1 em 2026, mas antes disso deve encarar custos maiores em força de vendas e marketing, além de processos regulatórios.

Indústria de alimentos em alerta

Embora o uso de canetas emagrecedoras ainda seja restrito a cerca de 1,5 milhão de brasileiros, o impacto indireto no consumo é tema de atenção. Nos Estados Unidos, usuários desses fármacos diminuíram até 40% a ingestão calórica em algumas categorias, de acordo com estudo citado pela CNN. Caso o padrão se repita, companhias como Ambev, M. Dias Branco e Camil — focadas em bebidas alcoólicas, massas e arroz — podem sofrer.

Proteínas podem sair ganhando

O relatório aponta que a possível perda de massa magra durante o tratamento com GLP-1 deve estimular o consumo de proteínas, beneficiando produtores desse segmento. A tendência já é observada em outros mercados e pode se firmar por aqui se o número de usuários crescer com as versões mais baratas.

Com projeções robustas e impactos cruzados em múltiplos setores, as canetas emagrecedoras prometem permanecer no radar de investidores. Continue acompanhando análises sobre saúde e mercado na editoria Brasil e mantenha-se informado sobre as próximas movimentações.

Crédito da imagem: Freepik

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