Câncer de intestino: 5 fatos que você precisa saber sobre o câncer de cólon e reto

Câncer de intestino: 5 fatos que você precisa saber sobre o câncer de cólon e reto

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É tratável e, na maioria dos casos, curável, ao ser detectado precocemente

O câncer de intestino abrange os tumores que se iniciam na parte do intestino grosso chamada cólon e no reto (final do intestino, imediatamente antes do ânus).. Também é conhecido como câncer de cólon e reto ou colorretal. É tratável e, na maioria dos casos, curável ao ser detectado precocemente, quando ainda se apresenta em estádios iniciais, sem disseminação para outros órgãos.

Confira 5 fatos para entender um pouco mais sobre a doença, os fatores de risco e a melhor forma de evitar que ela apareça. 

1 – A chave de tudo está nos hábitos saudáveis 

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de intestino está fortemente associado aos hábitos de vida, como tabagismo, alimentação inadequada  e inatividade física. A incidência da doença vem aumentando nos últimos anos e, em paralelo, observa-se que a população está cada vez mais exposta aos fatores de risco e menos exposta aos fatores de proteção, que seriam os hábitos de vida mais saudáveis.

No caso da alimentação, o consumo de carnes processadas e ultraprocessadas (como salsicha, mortadela, linguiça, presunto, bacon, blanquet de peru, peito de peru e salame) e a ingestão excessiva de carne vermelha (acima de 500 gramas de carne cozida por semana) também aumentam o risco para este tipo de câncer. Outro fator que aumenta esse risco é a defumação, um procedimento comum nestes alimentos. 

As substâncias presentes na fumaça do processo de defumação e os conservantes (como os nitritos e nitratos) também adicionados durante o processamento podem provocar o surgimento do câncer de intestino (cólon e reto).

Por outro lado, os alimentos in natura, como frutas, legumes e verduras, têm efeito protetor e ajudam a evitar a iniciação e progressão do tumor. Eles formam um grupo de alimentos que possui uma variedade de fitoquímicos. Esses compostos não são considerados nutrientes, mas sim substâncias que exercem efeitos anticancerígenos. Ressalta-se que uma alimentação rica em fibras, incluindo cereais e grãos integrais, também contribui para a prevenção do câncer colorretal.

Já em relação à atividade física, ela ajuda a reduzir os marcadores inflamatórios e o tempo de trânsito gastrointestinal, além de promover o equilíbrio nos níveis de hormônios, melhorar a imunidade e ajudar na manutenção do peso corporal. Recomenda-se, pelo menos, 150 minutos de atividade física moderada na semana.

2 – A gordura corporal, quando em excesso, pode provocar a doença

O excesso de gordura corporal contribui para um estado de inflamação crônica no organismo e essas alterações biológicas decorrentes do excesso de gordura podem contribuir para o processo de formação do câncer na região intestinal. De acordo com o INCA, manter um índice de massa corporal em níveis adequados (IMC entre 18.5 e 24.9 Kg/m²), por sua vez, reduz as chances de desenvolver esse tipo de câncer. Ressalta-se, no entanto, que mesmo pessoas com IMC adequado podem apresentar um elevado nível de gordura corporal.

3 – Diga não para o álcool e tabagismo. Diga sim para a saúde do seu intestino.  

O álcool e o cigarro são antigos conhecidos quando o assunto é hábitos prejudiciais para a saúde. O hábito de fumar pode causar inúmeras doenças e diversos tipos de câncer, inclusive o de intestino. Já em relação ao álcool, estudos sugerem  aumento do risco quando a quantidade ingerida é superior a 30 gramas de etanol por dia (cerca de duas doses de bebida alcoólica).

Entre os mecanismos reconhecidos que explicam a associação do álcool com o câncer, está o fato de o etanol (álcool) ser convertido, no organismo, em uma substância chamada acetoaldeído. Ambos são classificados como cancerígenos para humanos. Além disso, o etanol funciona como solvente, facilitando a entrada de outras substâncias cancerígenas nas células. 

4 – As suas fezes têm muito a dizer sobre a sua saúde

Inclusive se você pode estar com câncer de intestino. Entre os sintomas mais frequentes da doença, estão: sangue nas fezes e alteração na sua forma (fezes muito finas ou compridas). Além desses, existem outros como: alteração do hábito intestinal (diarreia e prisão de ventre alternados), dor ou desconforto abdominal, fraqueza e anemia, perda de peso sem causa aparente e massa (tumoração) abdominal.

De acordo com o INCA, a detecção precoce pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais, endoscópicos ou radiológicos, de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença (diagnóstico precoce) ou de pessoas sem sinais ou sintomas (rastreamento), mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença.

O rastreamento dos tumores de cólon e reto (colorretal) pode ser realizado por meio de dois exames principais: pesquisa de sangue oculto nas fezes e endoscopias (colonoscopia ou retossigmoidoscopias). 

5 – Você já ouviu falar em pólipos? É bom ficar de olho! 

O pólipo colorretal é  uma lesão benignaa que surge no intestino. Ele ocorre devido ao crescimento anormal de tecido na mucosa da região. Normalmente são benignos, mas podem  se tornar câncer. Por isso, o acompanhamento e a retirada dos pólipos são formas de evitar o surgimento da doença. Isso é possível por meio de procedimentos denominados colonoscopia ou retossigmoidoscopias.  Categoria

Saúde e Vigilância Sanitária

Fonte Ministério da Saúde


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