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Canadenses no Oriente Médio reduzem pedidos de ajuda

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Canadenses no Oriente Médio reduzem pedidos de ajuda

Canadenses no Oriente Médio reduzem pedidos de ajuda ao governo federal, que registrou queda superior a 50% nas ligações de emergência na última semana, enquanto mais de 7 mil cidadãos e residentes permanentes já retornaram ao país desde o início da guerra com o Irã, em 28 de fevereiro.

Canadenses no Oriente Médio reduzem pedidos de ajuda

Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Canadá, as chamadas para o Centro de Vigilância e Resposta 24 h despencaram de quase 1.400 por dia, registradas no pico da crise, para pouco mais de 600 nas últimas 24 horas. O recuo coincide com a retomada gradual de voos comerciais em partes do Oriente Médio e com o aumento de rotas terrestres alternativas.

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A ministra das Relações Exteriores, Anita Anand, informou que 7.000 canadenses, residentes permanentes e familiares chegaram ao Canadá desde o início do conflito. Desse total, 871 receberam assistência direta do governo para deixar a região entre 4 e 12 de março.

A demanda menor, explicou a ministra, reflete a combinação de novos voos e de transportes terrestres organizados por Ottawa. O governo já fretou avião dos Emirados Árabes Unidos para Istambul, bloqueou centenas de assentos em voos comerciais e disponibilizou ônibus para países considerados seguros.

Embora não haja registros de canadenses mortos ou feridos, o conflito já causou mais de 1.230 vítimas fatais na região, segundo estimativas das autoridades locais. O fechamento de espaço aéreo em diversos países do Golfo, em resposta a disparos de mísseis e drones iranianos, foi um dos fatores que dificultaram as evacuações iniciais.

Cerca de 110.700 cidadãos inscritos no cadastro “Canadians Abroad” permanecem no Oriente Médio. Para quem ainda busca saída do Irã, o governo recomenda a travessia terrestre para Turquia, Armênia ou Azerbaijão, onde equipes consulares prestam suporte com documentos e transporte. O Canadá mantém alerta “evite toda viagem” para Irã, Bahrein, Iraque, Israel e Palestina, Kuwait, Líbano, Qatar, Síria, Emirados Árabes Unidos e Iêmen; e “viagem não essencial” para Jordânia, Omã e Arábia Saudita.

Voos adicionais partindo de Beirute e deslocamentos rodoviários a partir do Bahrein foram anunciados às comunidades locais. Mesmo com a oferta, a procura por assentos vem diminuindo, indicou o comunicado oficial.

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Crédito da imagem: Globalnews.ca

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