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Canadá revoga cidadania de acusado de terrorismo de Mumbai

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Canadá revoga cidadania de acusado de terrorismo de Mumbai

Canadá revoga cidadania de acusado de terrorismo de Mumbai é a medida que o governo canadense tenta aplicar contra o paquistanês naturalizado Tahawwur Rana Hussain, de 65 anos, apontado como facilitador do atentado de 2008 em Mumbai, na Índia, que deixou 166 mortos.

Canadá revoga cidadania de acusado de terrorismo de Mumbai

Documentos do Ministério da Imigração, Refugiados e Cidadania do Canadá (IRCC) notificam Hussain sobre a intenção de anular a nacionalidade concedida em 2001. Segundo o IRCC, a base não é o envolvimento terrorista, mas a falsificação de informações no pedido de cidadania: ele declarou ter morado em Ottawa e Toronto entre 1996 e 2000, ausentando-se apenas seis dias, quando, na verdade, residia quase todo o período em Chicago.

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Uma investigação da Real Polícia Montada do Canadá (RCMP) concluiu que Hussain mantinha negócios nos Estados Unidos — uma empresa de imigração e um supermercado — enquanto alegava residência em território canadense. O IRCC classificou a conduta como “engano sério e deliberado” e encaminhou o caso à Corte Federal, responsável por validar ou não a revogação por misrepresentation.

Hussain, atualmente detido na Índia à espera de julgamento por supostamente ter auxiliado o grupo Lashkar-e-Tayyiba no ataque de Mumbai, já foi condenado nos Estados Unidos por planejar atentado contra o jornal dinamarquês Jyllands-Posten. Seu advogado em Toronto recorreu, alegando violação de direitos e pedido de sigilo de informações sensíveis feito pela Coroa durante audiência em 19 de dezembro.

O tema é politicamente sensível no Canadá desde 2015, quando a lei que permitia retirar cidadania de condenados por terrorismo com dupla nacionalidade foi revogada. Mesmo assim, o governo liberal mantém a possibilidade de perda de cidadania por fraude documental. Especialistas veem a medida como instrumento de proteção à integridade do passaporte canadense. Em nota ao portal Reuters, o IRCC reforçou que “a revogação não é tomada de forma leviana”.

Caso a Corte confirme a decisão, Hussain permanecerá residente permanente e, após dez anos, poderia requerer nova naturalização. Antes, porém, enfrentará julgamento na Índia, onde o atentado abalou relações com o Paquistão e marcou a história do país.

Para acompanhar desdobramentos deste caso e outras notícias da área, visite nossa editoria Brasil e fique informado.

Crédito da imagem: AP Photo/Dinesh Joshi

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