Canadá corta ajuda externa a níveis pré-pandemia em 2025
Canadá corta ajuda externa a níveis pré-pandemia em 2025 no Orçamento 2025, prevendo eliminar US$ 2,7 bilhões em quatro anos e reverter os desembolsos ao patamar anterior à Covid-19, sem detalhar a dotação exata para este exercício.
Canadá corta ajuda externa a níveis pré-pandemia em 2025
Apresentado nesta terça-feira (29), o plano do governo Mark Carney indica que a ajuda externa do Canadá será enxugada sobretudo em projetos de saúde global, área que havia recebido reforços durante a pandemia para combater doenças como AIDS e tuberculose. O documento ressalta que a participação canadense “cresceu de forma desproporcional” em comparação a economias similares e que, por isso, os valores serão realinhados.
Entre 2020 e 2024, Ottawa gastou aproximadamente US$ 6 bilhões anuais em desenvolvimento internacional, além de US$ 2,6 bilhões em assistência financeira — principalmente empréstimos à Ucrânia. Considerando apoio a refugiados e subsídios diversos, o total chegou a US$ 12,3 bilhões no último ano fiscal encerrado em março de 2024.
O orçamento também prevê cortes em contribuições a instituições financeiras multilaterais, ao mesmo tempo em que promete “ferramentas inovadoras” para maximizar cada dólar enviado ao exterior e concentrar recursos em países mais necessitados. Parte dessa estratégia inclui o redirecionamento de US$ 138 milhões da pasta de Assuntos Globais para reconstruir infraestrutura crítica na Ucrânia, medida que, segundo o governo, pode gerar oportunidades para setores canadenses de engenharia, energia e tecnologia.
O Centro Internacional de Pesquisas para o Desenvolvimento (IDRC) sofrerá cortes graduais: menos US$ 11,4 milhões já no próximo ano fiscal, chegando a reduções anuais de US$ 23,5 milhões dentro de cinco anos. Apesar de parlamentares, como o secretário de Estado Randeep Sarai, terem elogiado o IDRC como “arma secreta” da diplomacia canadense, o orçamento fixa o repasse atual em US$ 159,4 milhões.
Especialistas lembram que países em desenvolvimento enfrentam forte crise de endividamento e aumento de desastres climáticos. De acordo com a OCDE, taxas de juros elevadas agravam a vulnerabilidade dessas economias, pressionando ainda mais a demanda por assistência.

Imagem: Dylan Roberts The Canad
O primeiro-ministro Carney levará as novas diretrizes ao encontro do G20, em Joanesburgo, onde a África do Sul deve reivindicar mais recursos internacionais para enfrentar o que chama de “emergência de desigualdade”.
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Crédito da imagem: Global News















