Canadá condena repressão letal do Irã a protestos
Canadá condena repressão exercida pelo governo do Irã contra manifestantes que protestam contra altos custos de vida e falta de liberdades. Em nota conjunta divulgada nesta sexta-feira, Ottawa, Austrália e União Europeia elogiaram a coragem dos protestos pacíficos e censuraram o uso de força letal por Teerã.
Aliança cobra respeito aos direitos humanos e liberdade de expressão
O comunicado, assinado pela ministra canadense das Relações Exteriores, Anita Anand, aponta que pelo menos 40 pessoas foram mortas pelas forças de segurança iranianas desde o início dos atos. Organizações de direitos humanos, porém, estimam que o total de vítimas possa superar quatrocentas, número “mais de dez vezes maior”.
O primeiro-ministro Mark Carney classificou os relatos como “profundamente preocupantes” e pediu que o Irã garanta o direito à liberdade de expressão e de reunião pacífica. Parlamentares conservadores canadenses e entidades favoráveis a Israel vêm publicando com frequência sobre a crise, sugerindo que a República Islâmica, instaurada em 1979, estaria à beira do colapso.
O Canadá rompeu relações diplomáticas com Teerã em 2012. Em 2024, o governo incluiu o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) na lista de organizações terroristas, reforçando o isolamento do regime iraniano.
Segundo a BBC, repressões recentes a manifestações no Irã têm sido caracterizadas por detenções em massa e censura à internet, o que dificulta a verificação independente de vítimas.
Autoridades australianas e representantes da União Europeia se somaram à nota, enfatizando que a comunidade internacional “observa de perto” a situação e pode adotar novas medidas diplomáticas se a violência continuar.

Imagem: Dylan Roberts The Canad
No cenário doméstico, analistas avaliam que a instabilidade econômica crônica e as sanções internacionais intensificam o descontentamento popular, alimentando protestos em diferentes províncias iranianas.
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Crédito da imagem: Global News















