Canadá critica condenação de Jimmy Lai em Hong Kong
Canadá critica condenação de Jimmy Lai em Hong Kong, qualificando-a como politicamente motivada e exigindo a libertação imediata do magnata da mídia e ativista pró-democracia de 78 anos, detido há cinco anos em Hong Kong.
Canadá critica condenação de Jimmy Lai em Hong Kong
A ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand, declarou que a decisão anunciada na segunda-feira (15) viola direitos e liberdades garantidos pela Lei Básica de Hong Kong. Três juízes designados pelo governo consideraram Lai culpado de conspiração para coludir com forças estrangeiras e de publicar textos considerados sediciosos, com base na rígida Lei de Segurança Nacional imposta por Pequim em 2020.
Lai, fundador do extinto jornal Apple Daily, já cumpriu diversas penas menores por fraude e por participação nos protestos de 2019. Agora, ele pode passar o restante da vida na prisão. Durante o julgamento de 152 dias, que ocorreu sem júri, o empresário prestou depoimento por 52 dias. Segundo seus advogados, ele abandonou os apelos por sanções estrangeiras após a entrada em vigor da lei, argumento rejeitado pelo tribunal.
Familiares relatam que o ativista passou grande parte dos últimos anos em confinamento solitário e apresenta rápida deterioração de saúde. A filha, Claire Lai, afirmou à Associated Press que o pai deseja apenas reunir-se com a família e “servir a Deus”, descartando retorno à militância caso seja solto.
Organizações canadenses de defesa dos direitos humanos pedem sanções contra autoridades de Hong Kong. Andy Wong, presidente da Canada-Hong Kong Link, argumenta que aprofundar relações comerciais com a China enquanto prisioneiros políticos são mantidos “não é seguro nem ético”. A preocupação é compartilhada por aliados ocidentais; EUA e Reino Unido também solicitaram a libertação de Lai por razões humanitárias.

Imagem: Sean Boynt Global Ne
Especialistas apontam que a sentença amplia as críticas internacionais sobre a erosão da liberdade de imprensa na ex-colônia britânica. Segundo a Human Rights Watch, o uso da Lei de Segurança Nacional tem sufocado vozes dissidentes e intimidado veículos independentes.
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Crédito da imagem: Global News















