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Cagarra-do-pacífico faz cocô 5 vezes por hora em voo

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Cagarra-do-pacífico faz cocô 5 vezes por hora em voo

Cagarra-do-pacífico faz cocô 5 vezes por hora em voo, aponta estudo da Universidade de Tóquio que instalou câmeras em 15 aves na ilha japonesa de Funakoshi Ohshima.

Cagarra-do-pacífico faz cocô 5 vezes por hora em voo

Pesquisadores nipônicos registraram 36 horas de imagens acopladas às barrigas das aves marinhas. A análise identificou 195 episódios de excreção, quase todos ocorridos enquanto os animais estavam voando. Apenas um registro ocorreu sobre a superfície do mar, considerado acidental pela equipe.

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A frequência média de cinco evacuações por hora impressionou os cientistas. De acordo com as gravações, cada cagarra-do-pacífico (Calonectris leucomelas) elimina até 5 % de sua própria massa corporal em dejetos durante esse curto intervalo, comportamento raro entre aves conhecidas.

Higiene e defesa contra predadores

Os autores do artigo, publicado na revista Current Biology, acreditam que defecar em pleno voo ajuda a espécie a manter as penas limpas, reduzindo o peso e preservando a aerodinâmica necessária para voos longos sobre o Pacífico. Além disso, ao evitar acumular fezes em ninhos ou rochedos, as aves diminuem a chance de atrair predadores que se orientam pelo odor ou pela concentração de resíduos.

Impacto ecológico em alto-mar

A descarga constante de nutrientes pode fertilizar a coluna d’água em áreas de grande densidade dessas aves, alterando a composição do ecossistema marinho local. “Queremos entender como esse aporte de nitrogênio e fósforo influencia o fitoplâncton e a cadeia alimentar”, explicou o biólogo chefe do estudo, Junichi Yamamoto.

Cagarra-do-pacífico faz cocô 5 vezes por hora em voo - Imagem do artigo original

Imagem: reprodução

Próximos passos da pesquisa

Na próxima etapa, a equipe pretende equipar gaivotas e outras espécies costeiras para verificar se o padrão de defecação aérea é comum ou exclusivo da cagarra-do-pacífico. O objetivo é avaliar possíveis riscos epidemiológicos à vida selvagem e às populações humanas que compartilham o litoral com grandes colônias de aves marinhas.

As descobertas reforçam a importância de monitorar hábitos aparentemente simples, mas com grande repercussão ambiental. Para continuar acompanhando pesquisas sobre comportamento animal, visite nossa editoria Brasil e fique por dentro das últimas novidades.

Crédito da imagem: Current Biology

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