Café robusta avança 1,9% com queda nos embarques asiáticos
Café robusta abre a semana em alta de 1,9% na bolsa ICE, negociado a US$ 3.404 por tonelada, após tocar mínima de oito meses no início de abril.
Fluxo menor de Uganda e Indonésia sustenta preços
Operadores relataram que os embarques sazonais de Uganda e Indonésia — respectivamente terceiro e quarto maiores fornecedores globais — perderam força, reduzindo a disponibilidade imediata do grão e estimulando compras de curto prazo. A valorização de US$ 65 anulou parte da queda que havia levado as cotações a US$ 3.173, piso não visto desde agosto de 2025.
Mesmo com o Brasil iniciando uma colheita considerada robusta, o Rabobank apontou que as exportações brasileiras de robusta dobraram nos 17 primeiros dias de abril frente ao mesmo período de 2025, reforçando a posição do país como segundo maior produtor mundial.
Arábica reage; mercado registra interesse em entrega física
O contrato de café arábica subiu 2,3%, fechando a 2,8915 US$/lb. No pregão anterior, o preço havia recuado a 2,7830 US$/lb, menor patamar desde o início de março. No primeiro dia de aviso de entrega, 197 lotes foram aceitos na ICE, sinal interpretada como disposição dos participantes em receber o produto, fator adicional de suporte.
Açúcar e cacau acompanham movimento positivo
No complexo de commodities agrícolas, o açúcar bruto avançou 1%, para 13,57 centavos de dólar por libra, afastando-se da mínima de cinco anos vista na última sexta. Analistas atribuíram o repique à queda de 7% no preço do etanol no Brasil na semana até 17 de abril, resultado da intensificação da moagem de cana.

Imagem: Reuters
O açúcar branco encerrou a sessão a 423,70 US$/t, alta de 0,4%. Já o cacau registrou ganhos expressivos: em Londres, +3,7% (2.548 libras/t), voltando ao pico de dois meses; em Nova York, +3,6% (3.427 US$/t). Produtores de Gana relataram atrasos nos pagamentos, o que limita a colheita intermediária apesar do bom rendimento favorecido pelas chuvas.
Com a oferta mais curta de robusta na Ásia e a reação das demais soft commodities, o mercado monitora a evolução da colheita brasileira e novos sinais de demanda. Para acompanhar outras análises sobre o agronegócio, visite nossa editoria Brasil e fique por dentro das próximas atualizações.
Crédito da imagem: Reuters















