Café mineiro atrai R$1,8 bi com inovação tecnológica
Café mineiro atrai R$1,8 bi com inovação tecnológica em apenas quatro anos, impulsionado por políticas do Governo de Minas Gerais que estimulam pesquisa, desenvolvimento e novos negócios no setor.
Café mineiro atrai R$1,8 bi com inovação tecnológica
Responsável por cerca de 70% das exportações brasileiras do grão, o café produzido em Minas Gerais ganhou um reforço decisivo: desde 2019, mais de R$ 1,8 bilhão em investimentos privados foram confirmados, gerando 1.911 empregos diretos. A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) coordena programas que conectam produtores, indústrias e centros de pesquisa.
“Investimos fortemente em Ciência, Tecnologia e Inovação para agregar valor à cadeia do café, criando um ambiente favorável a quem escolhe Minas para empreender”, afirma o secretário-executivo da Sede-MG, Bruno Araújo.
Exemplo desse movimento é a chegada da suíça Mocoffee a Varginha, no Sul do estado. Com aporte inicial de R$ 20 milhões, a multinacional instalou a primeira linha do país dedicada à produção de cápsulas monodose. A nova planta permite que marcas locais encapsulem grãos premium em território nacional, reduzindo custos e aumentando a competitividade do produto mineiro.
Para o CEO Ricardo Flores, o apoio da agência estadual Invest Minas foi decisivo: “Minas tem a maior diversidade de regiões produtoras e é reconhecida internacionalmente pela qualidade do café. Encontramos um ecossistema pronto para inovação e expansão”, destaca.
Na área acadêmica, o projeto “Tecnologias aplicadas à produção de cafés especiais”, da Universidade Federal de Uberlândia (campus Patos de Minas), recebeu mais de R$ 420 mil da Fapemig. O grupo “Da semente à xícara” aplica inteligência artificial diretamente nas fazendas do Cerrado Mineiro para elevar qualidade, produtividade e sustentabilidade. Resultados concretos já surgiram: o Café Porandu, lançado no mercado, e o evento Vila Café, voltado à popularização dos cafés especiais.
Imagem: Internet
Somados, os editais Compete Minas, Alysson Paolinelli e PCTI destinaram R$ 16,9 milhões a projetos de CT&I ligados ao grão. Segundo a Organização Internacional do Café (OIC), agregar valor por meio de tecnologia é o caminho mais curto para ampliar receitas em toda a cadeia.
Com investimentos robustos, pesquisa de ponta e apoio governamental, Minas Gerais consolida sua liderança no mercado global de cafés de qualidade. Quer acompanhar outros avanços do agronegócio? Visite nossa editoria Brasil e continue bem-informado.
Crédito da imagem: Ricardo Rossi















