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Cacau dispara 7% e ultrapassa US$ 6,3 mil por tonelada

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Cacau dispara 7% e ultrapassa US$ 6,3 mil por tonelada

Cacau dispara 7% e ultrapassa US$ 6,3 mil por tonelada após o contrato de dezembro de 2025 avançar US$ 410 na ICE Futures U.S. nesta quarta-feira (22), cotado a US$ 6.326. A alta reflete temores de oferta no Oeste da África e o impacto da lei europeia contra o desmatamento (EUDR), adiada por apenas seis meses.

Cenário climático eleva risco produtivo

Conforme análise da StoneX, chuvas irregulares e temperaturas acima da média limitam o desenvolvimento das vagens na Costa do Marfim e em Gana, responsáveis por 35,35% e 12,54% da produção mundial na safra 2024/25. Relatório atualizado nesta quarta mostrou “quadro ainda crítico”, reforçando a percepção de escassez na entrada de 2026.

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EUDR pressiona oferta futura

O mercado esperava um adiamento maior da lei europeia anti-desmatamento; o prazo menor amplia custos de adaptação na cadeia e pode restringir embarques de cacau não rastreado, segundo o analista Lucca Bezzon. A combinação de risco climático e barreiras regulatórias sustenta o movimento altista já observado em ocasiões anteriores.

Perspectivas 2025/26

A StoneX ainda projeta superávit global na temporada 2025/26, apoiado pela recuperação gradual da oferta africana, demanda mais fraca e acréscimos marginais de produção em Equador, Camarões, Nigéria, Brasil e Indonésia. No curto prazo, porém, a forte correção dos preços nos últimos meses limita quedas adicionais, abrindo espaço para repiques diante de qualquer notícia negativa sobre a safra.

Moagem indica consumo menor

Dados recentes de moagem sinalizam retração global, alinhados à perda de fôlego econômico em importantes polos consumidores. Mesmo assim, o piso recém-formado em torno de US$ 6.000 sugere que rumores de oferta apertada podem provocar novas corridas de compra.

Cacau dispara 7% e ultrapassa US$ 6,3 mil por tonelada - Imagem do artigo original

Imagem: Pasquale o

Analistas e investidores seguirão de olho nos números de chegada de grãos aos portos da Costa do Marfim nas próximas semanas. Qualquer surpresa negativa tende a reforçar a tendência de preço firme.

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Crédito da imagem: iStock.com/dimarik

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