Cabos submarinos: Reino Unido e Irlanda farão testes
Cabos submarinos: Reino Unido e Irlanda farão testes em setembro de 2026 para avaliar a capacidade de reação a possíveis incidentes que coloquem em risco as redes de comunicação subaquáticas entre os dois países.
Cabos submarinos: Reino Unido e Irlanda farão testes
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e seu homólogo irlandês, Micheál Martin, anunciaram nesta sexta-feira um pacote de cooperação marítima que inclui exercícios práticos de proteção aos cabos submarinos. A medida surge em um cenário de ambiente internacional cada vez mais contestado e de aumento de atividades estatais hostis, segundo o comunicado conjunto.
Ameaças em expansão no Atlântico Norte
Desde 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, países europeus registram cortes e avarias em cabos de energia, telecomunicações e oleodutos no Báltico, elevando a preocupação sobre a segurança das infraestruturas críticas submersas. Especialistas alertam que interrupções nesses cabos submarinos podem paralisar comunicações civis, transações financeiras e operações militares.
De acordo com a agência Reuters, a Irlanda já solicitou adesão a um acordo de 2024 que cobre a segurança subaquática no Mar do Norte, que conta com Bélgica, Países Baixos, Alemanha, Noruega, Reino Unido e Dinamarca.
Planos de modernização irlandeses
Embora seja um país neutro e detenha o menor orçamento de Defesa da União Europeia, Dublin divulgou no mês passado um projeto para ampliar radares, fortalecer a vigilância de cabos e intensificar a cooperação com membros da OTAN. A falta de meios para monitorar suas águas territoriais tem sido alvo de críticas internas e externas.
Mecanismos de resposta coordenada
O novo acordo estabelece protocolos de compartilhamento de informações e de atuação conjunta sempre que um grande incidente afetar cabos de comunicação entre as nações. “Trabalharemos lado a lado para proteger as artérias digitais que sustentam nossas economias”, disseram os líderes no documento.

Imagem: Internet
Com a realização dos exercícios de 2026, Londres e Dublin esperam criar padrões que possam ser replicados por outros países europeus diante da crescente vulnerabilidade dos cabos submarinos.
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Crédito da imagem: Global News















