Bruno Rodrigo detalha aposentadoria precoce aos 32 anos
Bruno Rodrigo detalha aposentadoria precoce aos 32 anos logo após deixar o Grêmio, em dezembro de 2017. O ex-zagueiro, bicampeão brasileiro pelo Cruzeiro, encerrou a carreira por conta de lesões crônicas no tornozelo esquerdo e se preparou financeiramente para a nova fase.
Bruno Rodrigo detalha aposentadoria precoce aos 32 anos
Ao optar pela aposentadoria, Bruno Rodrigo buscou orientação do educador financeiro Marcelo Claudino, CEO da Top Family Office. O planejamento começou enquanto o defensor ainda treinava no Grêmio. Em conversa com Claudino, surgiu a estratégia de investir na construção civil e em uma empresa de transportes em Três Lagoas (MS), cidade onde vive com a esposa e os dois filhos.
“Ele sempre foi previdente. Analisamos o patrimônio, o custo de vida e o potencial de retorno dos negócios”, relatou Claudino. De acordo com o especialista, o ideal é que atletas iniciem o planejamento pelo menos três anos antes do adeus aos gramados, definindo estudos e atividades para o período pós-futebol.
A transição incluiu a parceria com o construtor que erguia a casa da família no Mato Grosso do Sul. Com capital acumulado durante passagens por Portuguesa, Santos, Cruzeiro e Grêmio, o ex-zagueiro de 1,86 m montou uma carteira que hoje lhe garante renda mensal sem recorrer às reservas financeiras.
Bruno Rodrigo disputou 448 partidas e marcou 45 gols entre 2005 e 2017. No Cruzeiro, ganhou o apelido “Cabeça de Míssil” do companheiro Dedé, graças à eficiência nas bolas aéreas. Entre os principais títulos estão o Brasileirão de 2013 e 2014, a Libertadores de 2011 pelo Santos e a Libertadores de 2017 pelo Grêmio.
Para Claudino, manter-se ativo é fundamental: “Nem todos suportam ficar em casa apenas com o dinheiro aplicado. Sentem falta do vestiário, do roupeiro, da resenha”. O consultor ressalta que, com o calendário mais intenso, aumentam os pedidos de avaliação antecipada de aposentadoria de atletas, tendência que segue o exemplo de Bruno Rodrigo.
Imagem: Ram Lisboa
Estudo da CBF indica que a maioria dos jogadores brasileiros encerra a carreira antes dos 35 anos, reforçando a importância do planejamento financeiro e emocional.
No Cruzeiro, Bruno formou zaga com Dedé, Léo e Manoel. Em 2013, a equipe somou 76 pontos; em 2014, alcançou 80. Os números consolidaram o ex-camisa 4 como peça-chave no período mais vitorioso da Raposa na última década.
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Crédito da imagem: Ramon Lisboa/EM D.A Press















