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Briga no vestiário do Santos exposta por ídolo do Cruzeiro

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Briga no vestiário do Santos exposta por ídolo do Cruzeiro

Briga no vestiário do Santos exposta por ídolo do Cruzeiro marcou o relato do ex-ponta Natal, 80 anos, ao programa Concentração, do portal No Ataque. O campeão da Taça Brasil de 1966 reviveu a noite em que o Cruzeiro aplicou 6 a 2 no estrelado Santos de Pelé, no Mineirão, e revelou o tumulto que explodiu no vestiário paulista após a goleada.

Briga no vestiário do Santos exposta por ídolo do Cruzeiro

Natal contou que, antes de a bola rolar em 30 de novembro de 1966, o elenco celeste considerava o bicampeão mundial “imbatível”. Mesmo assim, a equipe mineira abriu 5 a 0 ainda no primeiro tempo. “Eu olhei o placar e perguntei: ‘Você está cego? É 5 a 0 mesmo’”, relembrou o autor de dois gols.

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O resultado histórico abalou o moral santista. Segundo Natal, Pelé discutiu com Carlos Alberto Torres, que rebateu Edu, enquanto outros jogadores trocavam acusações. O goleiro Gilmar, que sofrera os seis gols, virou o principal alvo e acabou barrado no jogo de volta, em 7 de dezembro, substituído por Cláudio. “O bicho pegou lá dentro”, resumiu o cruzeirense.

No duelo decisivo, no Pacaembu, o Cruzeiro venceu de virada por 3 a 2, com gol decisivo de Natal, confirmando o título nacional. A conquista mudou o patamar do futebol mineiro e quebrou a aura de invencibilidade do Santos, base da Seleção Brasileira da época.

Além das brigas, o ex-atacante destacou a precariedade de material esportivo. “Se rasgasse a camisa, não tinha peça para trocar. Choveu, a meia subiu quase até o pescoço; cortei com tesoura e amarrei com esparadrapo”, contou. Para ele, a taça simboliza o “futebol raiz”, distante da estrutura de luxo das arenas atuais.

Escalações lembradas por Natal:

Cruzeiro: Raul; Pedro Paulo, William, Procópio e Neco; Piazza, Dirceu Lopes e Tostão; Natal, Evaldo e Hilton Oliveira. Técnico: Airton Moreira.

Santos: Gilmar (Cláudio); Carlos Alberto Torres, Mauro Ramos, Oberdan e Zé Carlos; Zito e Lima; Dorval, Toninho Guerreiro, Pelé e Pepe. Técnico: Lula.

O episódio virou parte da história do torneio, reconhecido pela CBF como Campeonato Brasileiro, conforme registra a enciclopédia on-line Wikipedia.

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Crédito da imagem: Reprodução/Euler Junior/EM/D.A Press

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