Briga no Senado mexicano após debate sobre cartéis de drogas
Briga no Senado mexicano terminou em socos, empurrões e gritos na noite de quarta-feira (27/08/2025), depois que o plenário discutiu a eventual presença de forças armadas estrangeiras no combate aos cartéis de drogas no país.
Briga no Senado mexicano após debate sobre cartéis de drogas
O confronto começou durante a execução do hino nacional, quando o senador Alejandro “Alito” Moreno, líder do oposicionista Partido Revolucionário Institucional (PRI), aproximou-se do presidente da Casa, Gerardo Fernández Noroña, do governista Morena, exigindo a palavra. Segundo imagens transmitidas ao vivo, Moreno agarrou o braço de Noroña; em resposta, ambos trocaram empurrões e derrubaram um fotógrafo.
Fernández Noroña relatou em coletiva que Moreno o ameaçou de morte e que irá convocar sessão de emergência nesta sexta-feira para propor a expulsão de Moreno e de outros três parlamentares envolvidos, além de registrar queixa por lesões corporais. O senador do Morena afirmou que “quando a oposição é desmascarada por traição, perde a cabeça”.
Em nota publicada na rede X (antigo Twitter), Moreno sustentou que Noroña iniciou a agressão. “A primeira agressão física partiu de Noroña; ele empurrou por covardia”, escreveu o oposicionista, que reutilizou as imagens do tumulto em vídeo de campanha no dia seguinte, prometendo “enfrentar a narcoditadura” que, segundo ele, pretende submeter o povo mexicano.
A troca de acusações ocorre em meio ao acirramento do debate sobre soberania nacional. No início do mês, a presidente Claudia Sheinbaum declarou que não permitirá tropas estrangeiras em território mexicano, após reportagem do Reuters indicar que Washington avalia ação militar contra cartéis latino-americanos. Sheinbaum reiterou que o combate ao tráfico deve basear-se em “colaboração, nunca subordinação”.
Imagem: Katie Scott Global New
O episódio desta quarta-feira simboliza a tensão crescente entre governo e oposição sobre o tema. Caso a proposta de expulsão avance, o Senado mexicano viverá um precedente inédito desde a redemocratização.
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Crédito da imagem: STRINGER/AFP via Getty Images















