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Brava Energia vende fatia em Jubarte por US$ 290 mi

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Brava Energia vende fatia em Jubarte por US$ 290 mi

Brava Energia vende fatia em Jubarte por US$ 290 mi, acordo que transfere 0,86% da jazida compartilhada do pré-sal à Petrobras e fortalece o caixa da companhia independente.

Brava Energia vende fatia em Jubarte por US$ 290 mi

A Brava Energia (BRAV3) fechou a venda de 100% de sua participação na área “ringfence” do Campo de Argonauta, na Bacia de Campos, para a Petrobras (PETR4). O ativo representa 0,86% da jazida unitizada de Jubarte e foi avaliado em US$ 290 milhões, montante equivalente a 0,2% do valor de mercado da estatal.

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Segundo cálculos da XP Investimentos, a operação garantirá à Brava um fluxo de caixa de US$ 67 milhões em até três anos, contribuindo para a redução do endividamento da empresa, que detém 23% do Campo de Argonauta. Para a Petrobras, o efeito financeiro é considerado marginal devido ao porte da companhia, mas a transação simplifica a gestão dos reservatórios interligados de Jubarte e Argonauta.

Analistas do Bradesco BBI destacam que a aquisição era esperada desde a assinatura, em 1º de agosto de 2025, do acordo de individualização de produção, que definiu a participação de cada empresa na jazida compartilhada. O preço final ficou levemente acima da estimativa inicial de US$ 50 milhões para a fatia da Brava, refletindo o interesse estratégico da estatal em consolidar ativos no pré-sal.

No pregão desta terça-feira (28), as ações BRAV3 recuavam 0,42%, cotadas a R$ 18,91, enquanto PETR4 avançava 0,53%, a R$ 47,62, impulsionada pela valorização do barril do petróleo, de acordo com dados do site da B3.

Para o investidor, a XP classifica a movimentação como “positiva” para a Brava, pois aumenta a liquidez e melhora a estrutura de capital. Já a Petrobras reforça seu portfólio de campos de alta produtividade no pré-sal, alinhada ao plano de expandir a produção em áreas já operadas.

Com a conclusão do negócio, resta apenas a aprovação dos órgãos regulatórios, entre eles a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A expectativa é de que o fechamento ocorra ainda em 2026, liberando a primeira parcela do pagamento.

Quer saber como outras companhias estão se reposicionando no setor de energia? Visite nossa editoria de negócios em Minas Informa e acompanhe as análises completas.

Crédito da imagem: Divulgação/Brava Energia

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