Brasil lidera mercado de carnes, afirmam CEOs de gigantes
Brasil lidera mercado de carnes, de acordo com os presidentes da JBS, Minerva Foods e MBRF, que participaram do 12th Annual Brazil Investment Forum promovido pelo Bradesco BBI. No evento, os executivos destacaram que a proteína animal passou a ocupar o “centro do prato” e que a América do Sul, especialmente o Brasil, tornou-se ponto vital para suprir a demanda global.
Produtividade e vantagens naturais impulsionam competitividade
Miguel Gularte, CEO da MBRF, afirmou que o país ainda não atingiu seu ápice produtivo. Segundo ele, avanços em genética, nutrição e manejo — reforçados pelo uso de subprodutos como o DDG — devem liberar uma nova fase de eficiência no rebanho. Já Gilberto Tomazoni, da JBS, ressaltou que clima favorável, solo fértil e abundância de recursos colocam o Brasil em posição “imbatível” frente a concorrentes. Para Fernando Queiroz, da Minerva, a integração entre lavoura, pecuária e agroindústria é o diferencial que amplia competitividade e transforma a carne bovina em commodity verdadeiramente global.
Barreiras comerciais e diversificação de portfólio
Embora o cenário estrutural seja positivo, os CEOs alertaram para desafios geopolíticos. Barreiras tarifárias, cotas e restrições ganham força justamente quando as sanitárias perdem espaço. Mercados como Japão, Coreia do Sul e Sudeste Asiático são prioridade de expansão, enquanto a África desponta como nova fronteira de consumo. Para mitigar riscos, as companhias apostam em diversificação geográfica e de proteínas.
Outro ponto levantado foi o prolongado ciclo de baixa do rebanho nos Estados Unidos, impactado por custos financeiros e questões sanitárias. Esse quadro reforça a vantagem competitiva brasileira e sustenta a perspectiva de demanda superior à oferta, conforme estudos da FAO.
Consumo doméstico e sofisticação da demanda
No mercado interno, o consumo mostra resiliência e tendência de alta, impulsionando exigências por conveniência, qualidade nutricional e funcionalidades. Tomazoni destacou a abertura para inovações, como superproteínas e soluções biotecnológicas, que devem ganhar espaço nos próximos anos.

Imagem: Pasquale o
Com base nesse panorama, os executivos convergem na avaliação de que o Brasil deixa de ser mero fornecedor para assumir papel estratégico na formação de preços e tendências globais de proteína animal. Para acompanhar outras análises sobre o agronegócio nacional, visite nossa editoria Brasil e mantenha-se atualizado.
Crédito da imagem: Pasquale Augusto/ Money Times















