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Bolsonaro preso: Moraes cita risco de fuga e ordem pública

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Bolsonaro preso: Moraes cita risco de fuga e ordem pública

Bolsonaro preso: Moraes cita risco de fuga e ordem pública marcou o início deste sábado, 22 de novembro de 2025, quando a Polícia Federal deteve o ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília, em cumprimento a mandado de prisão preventiva expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Bolsonaro preso: Moraes cita risco de fuga e ordem pública

A decisão foi motivada por fatos novos apresentados pela PF e referendados pela Procuradoria-Geral da República. O ponto central foi a violação da tornozeleira eletrônica às 0h08, registrada pelo Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (Cime). Em relatório juntado aos autos, agentes relataram que o equipamento apresentava avarias “claras e importantes”. Questionado, o ex-mandatário admitiu ter usado “ferro quente” para tentar abrir o dispositivo.

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Moraes avaliou haver risco concreto de fuga, reforçado pela possibilidade de Bolsonaro buscar abrigo em embaixadas próximas ao condomínio onde cumpria prisão domiciliar. O ministro também citou a convocação, pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de uma vigília diante da residência do pai, entendendo que a mobilização poderia ameaçar a ordem pública.

A defesa, representada pelos advogados Celso Vilardi e Paulo Amador da Cunha Bueno, classificou a medida como “profundamente perplexa” e prometeu recorrer. Em nota, os defensores alegaram que Bolsonaro foi preso em casa, monitorado e com saúde “delicada”, condição que, segundo eles, pode ser agravada pela detenção.

O mandado determinou cumprimento sem algemas e sem exposição midiática. A audiência de custódia ocorrerá por videoconferência no domingo; a Primeira Turma do STF analisará o caso em sessão virtual extraordinária na segunda-feira.

Bolsonaro já cumpria prisão domiciliar por descumprir medidas cautelares em investigação sobre alegada busca de interferência dos Estados Unidos em processos criminais. Em setembro, foi condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado, mas ainda recorre.

Para analistas, a nova ordem reforça o entendimento do STF de que, diante de indícios de tentativa de evasão, a custódia preventiva é necessária para garantir o andamento das investigações e a estabilidade institucional. Detalhes adicionais foram divulgados pela agência Reuters, reforçando a repercussão internacional do episódio.

O caso seguirá em destaque na pauta política até a análise do colegiado do Supremo. Enquanto isso, cresce a expectativa sobre eventuais desdobramentos envolvendo aliados do ex-presidente e possíveis manifestações populares.

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Crédito da imagem: Reuters/Mateus Bonomi

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