Bolsas asiáticas caem com guerra no Oriente Médio
Bolsas asiáticas caem com guerra no Oriente Médio foi a tônica desta segunda-feira, 30 de março de 2026, quando os principais índices da região encerraram o pregão em território negativo após um mês de hostilidades sem perspectiva de trégua.
Bolsas asiáticas caem com guerra no Oriente Médio
Em Seul, o Kospi liderou as perdas ao recuar 2,97%, fechando a 5.277,30 pontos. Em Tóquio, o Nikkei cedeu 2,79%, para 51.885,85 pontos. Taiwan viu o Taiex encolher 1,80%, aos 32.518,16 pontos, enquanto o Hang Seng, em Hong Kong, caiu 0,81%, terminando a sessão em 24.750,79 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto perdeu 0,24%, a 3.923,29 pontos, e o mais restrito Shenzhen Composto manteve estabilidade em 2.579,50 pontos.
A continuidade do conflito no Oriente Médio impulsiona os preços do petróleo, agravando receios inflacionários. No fim de semana, rebeldes houthis do Iêmen ingressaram na guerra, ampliando o confronto iniciado em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques coordenados contra o Irã.
No front diplomático, o governo do Paquistão afirmou que pretende sediar nos próximos dias uma reunião entre representantes de Washington e Teerã. Até o momento, nenhuma das partes confirmou participação, em meio a especulações sobre uma possível invasão terrestre do Irã por forças americanas.
O avanço dos preços de energia já pressiona bancos centrais. Em relatório divulgado hoje, o Banco do Japão sinalizou cautela diante de um possível aumento da inflação subjacente, alimentando expectativas de que a autoridade monetária possa elevar juros na reunião de abril. Conforme destacou a agência Reuters, a escalada dos custos de petróleo e gás reforça o ambiente de aversão ao risco.

Imagem: Estadão Cteúdo
Na Oceania, o índice australiano S&P/ASX 200 também não escapou do mau humor e recuou 0,65% em Sydney, encerrando a 8.461,00 pontos.
Para saber como esse cenário internacional pode afetar a economia brasileira, acompanhe nossa cobertura na editoria Brasil e não perca as próximas atualizações.
Crédito da imagem: REUTERS/Chaiwat Subprasom















