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Bloqueio ao petróleo do Irã deve voltar, diz Brooks

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Bloqueio ao petróleo do Irã deve voltar, diz Brooks

Bloqueio ao petróleo do Irã deve voltar, diz Brooks. A recomendação parte de Robin Brooks, pesquisador sênior da Brookings Institution, que alerta para o fortalecimento financeiro de Teerã desde a suspensão das sanções dos Estados Unidos.

Exportações iranianas cresceram até 80 milhões de barris

Em relatório divulgado neste domingo (12), Brooks afirma que o afrouxamento do bloqueio petrolífero permitiu ao Irã exportar entre 70 milhões e 80 milhões de barris, aumentando sua capacidade de financiar operações militares e pressionar o tráfego no Estreito de Ormuz. Segundo o economista, o cenário atual repete o observado antes das sanções de 2019, quando o país restringia a passagem de petroleiros ocidentais, mas mantinha suas próprias vendas externas.

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Para o especialista, retomar imediatamente o bloqueio traria “efeitos cumulativos” sobre a infraestrutura de produção e exportação iraniana, reduzindo a receita de Teerã e incentivando negociações “de boa-fé”. Brooks também sugere impedir o uso de navios como armazenamento flutuante, medida que dificultaria o escoamento clandestino do petróleo.

Brent subestima risco geopolítico, avalia economista

Brooks sustenta que o preço do Brent, atualmente entre US$ 75 e US$ 76 o barril, permanece abaixo do patamar compatível com a tensão no Golfo Pérsico. Ele estima um intervalo “justo” de US$ 80 a US$ 90, refletindo o risco de interrupções em Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo global, segundo dados da U.S. Energy Information Administration.

No front macroeconômico, o ex-economista-chefe do IIF reforça a expectativa de que o Federal Reserve não eleve juros neste ano, citando provável desaceleração da inflação ao consumidor. Sem novos apertos monetários, Brooks projeta que o dólar tende a perder força nos próximos meses.

O analista conclui que a combinação de menor oferta iraniana e câmbio mais fraco poderia pressionar ainda mais as cotações do petróleo, caso Washington decida restabelecer as sanções.

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Crédito da imagem: AlterYourReality / iStock

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