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Bloqueio de chaves Pix: BC cria ferramenta anti-fraude

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Bloqueio de chaves Pix: BC cria ferramenta anti-fraude

Bloqueio de chaves Pix: BC cria ferramenta anti-fraude ganha forma com o lançamento de um recurso que impede a criação de novas chaves em nome de terceiros, reforçando a proteção contra golpes no sistema de pagamentos instantâneos.

Bloqueio de chaves Pix: BC cria ferramenta anti-fraude

O Banco Central anunciou que, em breve, usuários poderão ativar no Registrato — plataforma que reúne informações financeiras de cada cidadão — um bloqueio que veda o cadastro de novas chaves Pix vinculadas ao próprio CPF ou CNPJ. A liberação de uma nova chave só ocorrerá quando o titular desativar a restrição.

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De acordo com Breno Lobo, chefe-adjunto do Departamento de Competição e Estrutura do Mercado Financeiro do BC, a novidade replica o modelo do serviço que, a partir de dezembro, permitirá bloquear a abertura de contas bancárias não autorizadas. O objetivo é ampliar o controle do cliente sobre seus dados e dificultar fraudes em contas conjuntas ou empresariais.

O reforço de segurança soma-se a outras medidas implementadas recentemente. Em outubro, o BC passou a bloquear automaticamente chaves marcadas como suspeitas e inseriu um botão de contestação nos aplicativos bancários, agilizando a devolução de valores. Desde então, mais de 245 milhões de chaves foram excluídas — por suspeita de golpe, erros de digitação, óbito do titular ou pedido de cancelamento.

Apesar dos esforços, as perdas cresceram. Levantamento da empresa de inteligência financeira Silverguard mostra que o prejuízo médio por vítima subiu 21 % em 2025, atingindo R$ 2,54 mil no primeiro semestre. Pessoas acima de 60 anos perderam, em média, R$ 4,8 mil, enquanto consumidores das classes A e B registraram perdas de até R$ 10,5 mil por ocorrência.

O estudo também indica mudança no destino dos recursos: 65 % das transferências fraudulentas foram direcionadas a contas de pessoas jurídicas, sinalizando atuação mais estruturada dos criminosos. O G1 detalha que o WhatsApp segue como principal canal de origem dos golpes, seguido por Instagram e Facebook.

Para a CEO da Silverguard, Marcia Netto, os dados evidenciam que o Pix passou de ferramenta para transações cotidianas a alvo de uma “indústria” de fraudes digitais, tornando essenciais barreiras como o bloqueio de chaves e o Mecanismo Especial de Devolução, acionado 7,7 milhões de vezes apenas no primeiro semestre.

Com o novo bloqueio disponível no Registrato, o Banco Central espera reduzir significativamente cadastros fraudulentos e preservar a confiança no sistema de pagamentos instantâneos.

Fique atento às próximas atualizações do Banco Central e acompanhe outras medidas de segurança em nossa editoria de Brasil.

Crédito da imagem: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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