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Berkshire Hathaway bate recorde de caixa em US$ 381,6 bi

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Berkshire Hathaway bate recorde de caixa em US$ 381,6 bi

Berkshire Hathaway bate recorde de caixa ao encerrar o terceiro trimestre de 2035 (3T35) com US$ 381,6 bilhões em reservas, o maior montante já registrado pelo conglomerado e marca que antecede a aposentadoria de Warren Buffett.

Liquidez histórica sem recompras de ações

O balanço divulgado neste sábado (1) mostra que, apesar da queda expressiva nos preços das ações em comparação com 2024, Warren Buffett optou novamente por não recomprar papéis da própria empresa. A decisão ampliou o caixa, que superou o recorde anterior de US$ 347,7 bilhões atingido no primeiro trimestre.

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Além da ausência de recompras, a Berkshire Hathaway reduziu exposição a terceiros: as vendas líquidas de ações renderam ganho tributável de US$ 10,4 bilhões. Segundo a Reuters, o conglomerado está mais cauteloso na busca por oportunidades em um mercado volátil.

Desempenho operacional robusto

Mesmo com a postura conservadora nos investimentos, o lucro operacional avançou 34 %, totalizando US$ 13,485 bilhões. O salto refletiu o desempenho dos negócios controlados, sobretudo o setor de seguros, cuja receita de subscrição saltou mais de 200 % e alcançou US$ 2,37 bilhões.

Quando considerados os resultados das participações acionárias, o lucro líquido somou US$ 30,8 bilhões, alta anual de 17 %.

Transição de liderança à vista

Em maio, Buffett, 95 anos, confirmou que deixará o cargo de CEO no fim do ano, após seis décadas à frente da companhia. A notícia provocou desvalorização de dois dígitos nas ações, eliminando parte do chamado “prêmio Buffett” — valor adicional pago por investidores graças ao histórico do bilionário.

Buffett permanecerá como presidente do conselho. A partir de 2026, Greg Abel, atual vice-presidente de operações não ligadas a seguros, assume a liderança executiva e a autoria das tradicionais cartas anuais aos acionistas.

Com liquidez recorde e sucessão definida, a Berkshire Hathaway entra em uma nova fase: caixa robusto para aquisições estratégicas, mas sem o comando diário de seu fundador. Para acompanhar outros movimentos de grandes grupos empresariais, visite nossa editoria de Brasil e fique por dentro.

Crédito da imagem: Rick Wilking/Reuters

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