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Bear market do bitcoin ganha nova leitura da Ripio

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Bear market do bitcoin ganha nova leitura da Ripio

Bear market do bitcoin ganha nova leitura da Ripio. Em café da manhã com jornalistas nesta terça-feira (27), o CEO e cofundador da exchange argentina Ripio, Sebastián Serrano, afirmou que, apesar do período de baixa já ser uma realidade, a estrutura do mercado de criptomoedas mudou significativamente.

Estrutura mais sólida sustenta o momento de baixa

Serrano destacou que o volume negociado aumentou “mesmo com a queda das cotações”, sinalizando maior interesse em negociar bitcoin (BTC) na faixa atual de preços. Segundo ele, cerca de 1 milhão de unidades de BTC migraram das exchanges para exchange-traded funds (ETFs) nos últimos dois anos, formando uma base de investidores de longo prazo menos sensível à volatilidade imediata.

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Fatores macroeconômicos pressionam o bitcoin

Na visão do executivo, o mercado global de ativos de risco já atingiu o auge de liquidez, ainda que se espere corte de juros nos Estados Unidos. Ele argumenta que o Federal Reserve consegue intervir apenas nas taxas de curto prazo, enquanto as de longo prazo, como os T-bonds de 30 anos, permanecem elevadas. Além disso, o fluxo robusto de investimentos em inteligência artificial vem absorvendo capitais que antes poderiam ser destinados ao segmento cripto.

Projeção de preços e cenário de correção

Para a Ripio, o cenário mais provável é de movimento lateral com viés baixista. A empresa revisou a estimativa de pico do bitcoin de US$ 200 mil para uma possível queda até US$ 75 mil antes de novo repique. Serrano acredita que um choque macroeconômico, provocado por correção no setor de IA, pode desencadear forte contração de liquidez. Nesse ambiente, governos seriam pressionados a emitir mais moeda para estabilizar os mercados.

Possível retorno a recordes no longo prazo

Passado o ajuste, Serrano projeta que o bitcoin volte a bater recordes e, em horizonte de até 20 anos, possa alcançar US$ 1 milhão. “Nossa expectativa é de que o ativo busque novos topos apenas após superada a correção macro”, concluiu.

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Crédito da imagem: divulgação

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