BDRs no Ibovespa pode ampliar atratividade, diz BofA
BDRs no Ibovespa podem transformar o principal indicador da B3 em um índice mais “investível”, avalia o Bank of America (BofA) em relatório divulgado nesta quinta-feira (2).
Revisão metodológica em estudo na B3
A bolsa brasileira analisa mudanças que permitiriam a entrada de Brazilian Depositary Receipts (BDRs) no Ibovespa. Segundo o site institucional da B3, há hoje 818 BDRs listados, com cerca de 55% lastreados em companhias do S&P 500. O BofA entende que a reforma deve aproximar o índice brasileiro dos critérios de referência globais, como o MSCI Brazil, que já aceita empresas listadas fora do País desde 2024.
Quais BDRs têm mais chances de entrar
Ao classificar os recibos pelo “país de risco”, o BofA identificou nove nomes com forte exposição ao mercado doméstico. Cinco deles aparecem como principais candidatos devido a porte e liquidez: Mercado Livre (MELI34), Nubank (NUBR33), XP (XPBR31), Stone (STOC31) e Inter (INBR32). O banco cita ainda JBS (JBSS32) e Aura Minerals (AURA33), embora ressalte que a receita majoritária de ambas venha dos Estados Unidos e do Canadá, respectivamente.
Impacto sobre o índice
Atualmente composto por 78 ações, o Ibovespa prioriza liquidez e participação mínima de 0,1% no volume negociado para cada papel. A inclusão dos BDRs alinharia o índice ao peso de free float usado pelo MSCI, potencialmente ampliando a representatividade de setores ligados à nova economia e ao varejo digital.
Exclusões permanecem
As chamadas penny stocks, títulos cotados abaixo de R$ 1,00, seguem fora do cálculo do Ibovespa mesmo após a possível reforma. Para o BofA, essa barreira mantém a qualidade do índice, enquanto a entrada dos BDRs adicionaria diversificação e atrairia mais capital estrangeiro.

Imagem: Anna Scabello
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Crédito da imagem: REUTERS/Amanda Perobelli















