Bank of America fecha acordo com vítimas de Jeffrey Epstein
Bank of America fecha acordo com vítimas de Jeffrey Epstein. O banco norte-americano acertou um entendimento preliminar para encerrar o processo que o acusava de ignorar transações suspeitas envolvendo Jeffrey Epstein enquanto o financista abusava sexualmente de centenas de meninas e mulheres.
Bank of America fecha acordo com vítimas de Jeffrey Epstein
Protocolada em outubro na Corte Federal de Manhattan, a ação coletiva foi movida por uma mulher identificada apenas como Jane Doe e por “todas as demais em situação similar”. Segundo a queixa, a autora vivia na Rússia quando conheceu Epstein em 2011 e, de 2011 a 2019, foi submetida a controle financeiro, emocional e psicológico, sofrendo pelo menos 100 abusos sexuais.
Os advogados das vítimas afirmam que o Bank of America ignorou uma série de sinais de alerta ao processar pagamentos que somaram US$ 170 milhões enviados pelo bilionário Leon Black a Epstein, supostamente para consultoria tributária e de planejamento patrimonial. Muitos desses repasses ocorreram em transferências de US$ 10 milhões ou US$ 20 milhões.
Embora não seja réu, Black foi classificado como testemunha fundamental pela advogada Sigrid McCawley, que representa as vítimas. O depoimento do investidor, inicialmente marcado para esta segunda-feira (22), foi adiado em dez dias a pedido de sua defesa, com o argumento de que um acordo se aproximava.
Detalhes financeiros do acerto não foram divulgados, e o Bank of America limitou-se a informar, por meio de porta-voz, que não comentará o caso. Para McCawley, o entendimento “é mais um passo no longo caminho rumo à justiça merecida” pelas sobreviventes.
A senadora democrata Ron Wyden, integrante do Comitê de Finanças do Senado dos Estados Unidos, declarou que a decisão do banco “representa um avanço para a justiça” e corrobora investigação de seu gabinete sobre a forma como grandes bancos de Wall Street teriam facilitado os crimes de Epstein.

Imagem: the anymous collective Secret Handshak
Epstein morreu em agosto de 2019, em uma prisão federal, enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual; a morte foi classificada como suicídio. Uma recente liberação de milhões de páginas de documentos do Departamento de Justiça mostra que ele manteve contato frequente com executivos, políticos e outros influentes mesmo após sua condenação de 2008, conforme destacou a agência Associated Press.
Com o acordo preliminar, as partes aguardam homologação do juiz Jed S. Rakoff, que supervisiona o processo. Se aprovado, o entendimento encerrará uma das frentes judiciais que buscam responsabilizar instituições financeiras pelas atividades de Epstein.
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Crédito da imagem: Global News
















