Bancos de leite humano do Norte de Minas recebem R$180 mil
Bancos de leite humano do Hospital Aroldo Tourinho, em Montes Claros, e do Hospital Municipal Senhora Santana, em Brasília de Minas, garantirão novos investimentos de R$ 180 mil cada para aprimorar o atendimento a recém-nascidos.
Recursos federais ampliam capacidade dos serviços
Os repasses, previstos na Portaria 11.175 de 12 de maio do Ministério da Saúde, integram um pacote que beneficia 210 instituições brasileiras. Em Minas Gerais, 12 bancos de leite humano foram contemplados, incluindo unidades de Belo Horizonte, Betim, Governador Valadares, Juiz de Fora, Passos, Ubá, Uberaba, Varginha e Viçosa.
Os valores serão transferidos em parcela única e podem ser aplicados na compra de materiais de coleta, processamento, armazenamento e controle de qualidade do leite materno. A verba também cobre ações de comunicação, mobilização social e assistência direta às famílias, detalha Ludmila Gonçalves Barbosa, referência técnica em saúde da mulher e da criança da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros.
Apoio estadual mantém continuidade do serviço
Além do aporte federal, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais destinou em outubro de 2025 mais R$ 232,8 mil a seis serviços do Norte mineiro para garantir o fornecimento de leite humano. Para este ano, os mesmos bancos de leite de Montes Claros e Brasília de Minas receberão R$ 79,2 mil cada, enquanto postos de coleta em Pirapora e Montes Claros terão R$ 18,6 mil por instituição.
Esses recursos estaduais cobrem insumos descartáveis, despesas operacionais, capacitação de equipes e contratação de profissionais especializados, assegurando a continuidade do atendimento às mães e aos bebês.
Benefícios do aleitamento materno reforçam necessidade de investimento
Segundo Ludmila Barbosa, o leite materno reúne todos os nutrientes de que o bebê precisa e é rico em anticorpos que previnem diarreia, infecções respiratórias e alergias. A amamentação também reduz riscos de hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade no futuro da criança.

Imagem: Internet
Para as mães, os ganhos incluem retorno mais rápido ao peso anterior à gestação, menor incidência de anemia, diabetes e câncer de mama e ovário, além de funcionar como método natural de espaçamento entre gestações.
Com o novo investimento, os bancos de leite humano do Norte de Minas fortalecem a rede de apoio às famílias, ampliando a oferta segura de leite pasteurizado para bebês prematuros ou que não podem ser amamentados diretamente.
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Crédito da imagem: Ascom/Hospital Aroldo Tourinho















