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Banco do Brasil: Luiz Barsi mantém compra após queda

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Banco do Brasil: Luiz Barsi mantém compra após queda

Banco do Brasil: Luiz Barsi mantém compra após queda mesmo depois do tombo nos lucros e da deterioração do agronegócio que levou BBAS3 a patinar entre R$ 21 e R$ 22, bem abaixo do valor patrimonial superior a R$ 30 por ação.

Veterano reforça aposta no papel

Maior investidor pessoa física da B3, Luiz Barsi lembrou que o Banco do Brasil já superou crises mais severas, como a de 1994, quando quase quebrou e precisou de socorro estatal. Segundo ele, a governança atual impede a repetição daqueles erros e a instituição “pode ser comprada” neste patamar descontado. Barsi projeta que, em dois trimestres, o banco volte a registrar lucros próximos aos R$ 9 bilhões de períodos anteriores e retome o pagamento de dividendos.

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Citi eleva recomendação e vê 32% de upside

Na mesma linha, o Citi revisou a recomendação de BBAS3 de neutra para compra, elevando o preço-alvo de R$ 22 para R$ 29, o que representa potencial de valorização de 32%. O gatilho para a mudança foi a medida provisória do governo que destina R$ 12 bilhões a até 100 mil produtores rurais. Programas como o Pronaf e o Pronamp oferecem crédito a juros de 6% a 8% ao ano, o que, na visão dos analistas, tende a reduzir o custo de risco do banco até 2026.

O Citi estima lucro líquido de R$ 29,3 bilhões em 2026, 9% acima do consenso da Bloomberg, sustentado por um custo de risco normalizado. Mesmo com provisões previstas de R$ 16 bilhões no 3º trimestre, as ações negociam a 4,2 vezes o lucro projetado, implicando ROE de 12% — múltiplo considerado atrativo para uma estatal com forte base de clientes.

Janela de oportunidade permanece aberta

Com a maioria dos fatores negativos já precificados e novas fontes de crédito para o agronegócio, o papel volta a ganhar aliados no mercado. Para Barsi, o preço descontado, comparado ao valor contábil, sugere assimetria positiva para o investidor de longo prazo. A avaliação encontra eco em outras casas de análise, que destacam o histórico de resiliência do banco e o potencial de retomada da rentabilidade.

Relatório recente da Reuters reforça que o novo pacote de crédito ao produtor rural deve impulsionar a demanda por financiamento, beneficiando diretamente o Banco do Brasil, principal agente do setor.

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Crédito da imagem: Divulgação

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