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Banco do Brasil reduz dividendos; Itaú vira aposta

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Banco do Brasil reduz dividendos; Itaú vira aposta

Banco do Brasil reduz dividendos; Itaú vira aposta Banco do Brasil dividendos encolheram após a estatal cortar o payout para 30% a partir de 2026, movimento que levou a Empiricus a recomendar as ações do Itaú como nova referência para investidores que buscam renda passiva.

Queda de lucro e novo payout afetam Banco do Brasil

Até 2024, o Banco do Brasil (BBAS3) distribuía 45% do lucro líquido aos acionistas, mantendo-se entre os principais pagadores de dividendos da B3. O cenário mudou no fim de 2025, quando a instituição anunciou redução do payout para 30% a vigorar em 2026.

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A mudança reflete a deterioração dos resultados. O lucro do primeiro trimestre de 2024 foi de R$ 9 bilhões, caiu para R$ 7,3 bilhões no mesmo período de 2025 e despencou a R$ 3,4 bilhões no início de 2026. Segundo o analista Ruy Hungria, da Empiricus Research, a alta inadimplência no agronegócio foi a principal responsável pelo recuo.

Com menor rentabilidade, os papéis BBAS3 acumulam queda de cerca de 10% no ano. Além disso, por ser estatal, o banco fica suscetível a eventuais intervenções políticas — risco elevado em ano eleitoral, lembra Hungria.

Itaú assume protagonismo na carteira de dividendos

Frente ao recuo do Banco do Brasil, a Empiricus manteve apenas um “bancão” em sua carteira de dividendos: o Itaú (ITUB4). De acordo com Hungria, o destaque se deve a cinco frentes:

  • Melhora na qualidade da carteira de crédito;
  • Experiência do cliente em evolução;
  • Ganhos de eficiência via transformação digital, incluindo nuvem e IA;
  • Preços atrativos em relação ao valor patrimonial;
  • Histórico de distribuição consistente.

Entre janeiro e maio de 2026, a carteira da Empiricus avançou 18,4%, contra 7,9% do Ibovespa, e entregou dividend yield de 5,6%. Em 2025, o indicador havia chegado a 15,7%.

O portfólio reúne oito ações voltadas a renda passiva e integra o Empiricus+, serviço que oferece acesso gratuito até o fim do período eleitoral.

Contexto setorial permanece atraente

Embora o Banco do Brasil tenha reduzido sua atratividade, o setor bancário ainda oferece oportunidades, reforça a Empiricus. Dados da B3 apontam que as grandes instituições seguem entre as mais acompanhadas pelos investidores locais, devido à previsibilidade de receitas e histórico de proventos.

Para Hungria, permanecer atento à qualidade dos ativos e à política de remuneração é essencial, sobretudo em momentos de maior volatilidade eleitoral.

No curto prazo, a recomendação da casa é clara: quem busca dividendos deve priorizar ITUB4 e aguardar sinais de estabilização nos números do BBAS3.

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Crédito da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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