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Banco do Brasil: dividendos só em 2026, diz JPMorgan

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Banco do Brasil: dividendos só em 2026, diz JPMorgan

Banco do Brasil: dividendos só em 2026, diz JPMorgan é a avaliação do banco de investimentos após encontro com a administração do BBAS3. O payout, reduzido de 40% para 30% em 2025, não deve voltar aos patamares parrudos dos anos de 2020 a 2024 antes que a instituição pública reorganize seus indicadores de rentabilidade.

Banco do Brasil: dividendos só em 2026, diz JPMorgan

Entre 2020 e 2024, o Banco do Brasil alcançou lucros acima de R$ 9 bilhões, ROE superior a 20% e retorno de dividendos de dois dígitos. A deterioração da qualidade de crédito nos dois primeiros trimestres de 2025, contudo, forçou a direção a frear a distribuição, fixando o rendimento em torno de 4%.

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De acordo com o diretor de Relações com Investidores, Giovanne Tobias, “2025 será o ano de arrumação da casa para preparar 2026”. A meta interna é reconduzir o ROE para 15% no horizonte de dois anos, condição considerada essencial para retomar pagamentos mais robustos aos acionistas.

O JPMorgan manteve recomendação neutra para BBAS3, com preço-alvo de R$ 24. O banco norte-americano aponta que ainda é cedo para discutir o payout de 2026, pois a decisão dependerá de três pilares: estabilização da inadimplência, ganhos de eficiência operacional e recuperação das margens financeiras, favorecida por possível queda da Selic.

No crédito agrícola, fatores como preços menores das commodities, custos mais altos e eventos climáticos elevaram a inadimplência, obrigando o Banco do Brasil a exigir garantias adicionais e a desacelerar novas concessões. A cada renegociação de R$ 7 bilhões, o capital regulatório poderia melhorar em 60 pontos-base, calcula o JPMorgan, que também vê espaço para o uso de até R$ 20 bilhões em ativos fiscais diferidos (DTAs).

Já na carteira de pequenas e médias empresas, de R$ 122 bilhões, a inadimplência a 90 dias é de 10,6%. Ajustado o perfil da dívida, o índice recua para 6,1%, mas a tendência ainda é de piora nos próximos trimestres, cenário que mantém a gestora norte-americana cautelosa.

Apesar dos desafios, o Banco do Brasil conta com programas de renegociação do governo e mudanças regulatórias que podem aliviar pressões sobre o NII. Caso confirme o avanço do ROE e da eficiência, o retorno aos dividendos de dois dígitos tende a ocorrer apenas a partir de 2026, quando o banco espera ter concluído a reorganização interna.

Para acompanhar a evolução do payout do BBAS3 e outros temas relevantes, visite nossa editoria de Brasil e siga informado sobre o mercado financeiro.

Crédito da imagem: iStock/Tarcisio Schnaider

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