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Banco do Brasil BBAS3 lida com juros mais altos em 2026

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Banco do Brasil BBAS3 lida com juros mais altos em 2026

Banco do Brasil BBAS3 lida com juros mais altos em 2026. O diretor financeiro Giovanne Tobias afirmou que a elevação da Selic para um patamar entre 13,5% e 14% acrescenta um desafio extra ao já delicado cenário de inadimplência no agronegócio.

Banco do Brasil BBAS3 lida com juros mais altos em 2026

Em vídeo publicado no canal corporativo do banco, Tobias lembrou que as projeções iniciais previam taxa média de 13%, mas a expectativa mais recente aponta para cerca de 14%. “O custo maior do dinheiro pressiona principalmente a carteira de micro e pequenas empresas. Estamos sendo extremamente seletivos nesse segmento para preservar a qualidade do crédito”, destacou.

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A postura cautelosa tem reflexo direto nos números. A carteira de pessoa jurídica encerrou março em R$ 449 bilhões, queda de 1,3% ante o quarto trimestre de 2025 e de 2,4% na comparação anual. A retração concentrou-se em médias, pequenas e grandes companhias.

Apesar da freada na concessão, o Banco do Brasil espera colher benefícios no lado da receita. Segundo o CFO, a margem financeira bruta deve avançar entre 7% e 11% em 2026, apoiada na remuneração mais alta dos títulos indexados à Selic.

No primeiro trimestre, o lucro líquido ajustado totalizou R$ 3,4 bilhões, 53% inferior ao registrado um ano antes, mas praticamente em linha com o consenso compilado pela Bloomberg, de R$ 3,42 bilhões.

O ambiente de juros elevados não é exclusividade da instituição. De acordo com o Banco Central, a taxa básica permanece no maior patamar desde 2017, indicando custos de captação mais onerosos para todo o sistema financeiro.

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Imagem: Renan Dantas

Além do impacto nos resultados, Tobias observa que a alta dos juros reforça o monitoramento da inadimplência rural, que já vinha crescendo em razão de quebras de safra e preços mais baixos de algumas commodities.

Combinadas, essas pressões obrigam o banco a equilibrar expansão de crédito e controle de risco até que o ciclo monetário comece a ceder.

Quer acompanhar outras análises sobre o setor financeiro? Visite a nossa seção de Empresas e fique por dentro dos próximos desdobramentos.

Crédito da imagem: Money Times

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