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Azul deixa Chapter 11 com apoio, alinhamento e credibilidade

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Azul deixa Chapter 11 com apoio, alinhamento e credibilidade

Azul deixa Chapter 11 em apenas 18 meses, graças à credibilidade perante o mercado, metas definidas e total alinhamento entre parceiros e credores, afirmou o CEO John Rodgerson em coletiva realizada nesta segunda-feira (23).

Azul deixa Chapter 11 com apoio, alinhamento e credibilidade

Segundo Rodgerson, a companhia ingressou na Justiça dos Estados Unidos com um plano detalhado, sustentado por negociações prévias e transparência com fornecedores. O apoio antecipado de empresas estratégicas, como United Airlines e American Airlines, somado a conversas contínuas com Airbus, Embraer e GE Aerospace, reforçou a confiança no projeto de reestruturação.

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O executivo destacou que não houve disputas entre credores, situação que costuma prolongar processos sob o Chapter 11. “Todos olharam para a frente; trabalhamos para proteger a Azul, não apenas o acionista”, disse. Para ele, a experiência recente de outras aéreas — fator que amadureceu o entendimento do mercado sobre a ferramenta de recuperação — também contribuiu para a agilidade do procedimento.

Mesmo com o histórico de solidez operacional, a Azul teve o balanço pressionado por eventos externos: pandemia de Covid-19, variante Ômicron, forte desvalorização cambial e interrupções operacionais nos últimos seis anos. “Sabíamos exatamente o que queríamos fazer e atingimos as metas rapidamente”, comentou o CEO.

No cenário pós-reestruturação, a companhia persegue redução estrutural de custos e geração robusta de caixa. Rodgerson afirmou ter cortado em mais de 600% a despesa com juros e em um terço o custo de leasing de aeronaves. “Queremos ser a empresa menos alavancada do Brasil”, afirmou ao comparar o ponto de partida da Azul ao da Latam Airlines após o respectivo processo.

Para reforçar a relevância do resultado, o executivo lembrou que casos semelhantes costumam durar vários anos, enquanto a Azul concluiu tudo em um ano e meio, conforme ressaltado pela agência Reuters.

A saída do Chapter 11, segundo Rodgerson, inaugura uma fase de maior competitividade, com capacidade de retomar investimentos e disputar mercado em condições mais equilibradas no setor aéreo nacional.

Quer saber como a reestruturação de outras empresas tem impactado o cenário econômico? Acompanhe as análises na seção Brasil e fique por dentro dos próximos movimentos do mercado.

Crédito da imagem: Acervo M&E

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