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Azul deixa Chapter 11 e conclui reestruturação nos EUA

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Azul deixa Chapter 11 e conclui reestruturação nos EUA

Azul deixa Chapter 11 e conclui reestruturação nos EUA. Depois de 18 meses sob proteção da lei de falências norte-americana, a companhia aérea brasileira encerrou nesta sexta-feira (20) o processo que reordenou sua estrutura de capital, eliminou US$ 2 bilhões em passivos e garantiu financiamento de longo prazo.

Azul deixa Chapter 11 e conclui reestruturação nos EUA

Quando ingressou com o pedido em maio de 2025, a Azul já levava ao Tribunal de Nova York um plano pré-negociado – modelo pre-packaged – amparado por um financiamento DIP de US$ 1,6 bilhão e compromissos adicionais de US$ 150 milhões da American Airlines e US$ 100 milhões da United Airlines. A engenharia financeira, costurada antecipadamente, evitou suspensão de voos e disputas extensas com credores.

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Em nove meses, a empresa comprovou geração operacional: julho registrou receita líquida de R$ 2,016 bilhões e Ebitda ajustado de R$ 708,9 milhões. Paralelamente, o capital social saltou de R$ 2,3 bilhões para R$ 7,1 bilhões, reforçando o patrimônio no auge da reorganização.

A fase decisiva entre setembro e novembro de 2025 mirou a desalavancagem. O plano revisado fixou meta de reduzir a dívida líquida para 2,5 vezes o Ebitda. O ponto de inflexão veio em 1.º de novembro, com acordo global que alinhou credores quirografários e travou contestação futura. Dias depois, o Tribunal aprovou o Disclosure Statement e um Backstop de até US$ 650 milhões, garantindo liquidez para a saída.

Em janeiro de 2026, a Azul acelerou o cronograma: lançou oferta de ações de até US$ 950 milhões e, em 28 de janeiro, colocou no mercado títulos seniores 2031 totalizando US$ 1,375 bilhão a 9,875% ao ano. A demanda, 7,5 vezes superior ao lote oferecido, reforçou a confiança de investidores e quitou o saldo do financiamento DIP.

O último obstáculo surgiu no Brasil: o Conselho Administrativo de Defesa Econômica avaliava a elevação da fatia da United de 2% para 8%. A aprovação unânime em 11 de fevereiro removeu o risco regulatório e liberou o aporte de US$ 100 milhões previsto no pacote.

Segundo o CEO John Rodgerson, a companhia “sai mais forte e preparada para atender a crescente demanda dos brasileiros”. Analistas apontam que o processo da Azul se consolida como uma das reestruturações mais coordenadas já vistas na aviação latino-americana, referência comentada por veículos como a Reuters.

Com balanço enxuto, linhas de crédito asseguradas e novos acionistas estratégicos, a aérea inicia 2026 apta a retomar rotas, recompor frota e investir em expansão sustentável.

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Crédito da imagem: Divulgação/Azul

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