Avião russo interceptado no Báltico por Alemanha e Suécia
Avião russo interceptado sobre o Mar Báltico mobilizou, neste domingo ( ), dois caças Gripen da Suécia e dois Eurofighter da Alemanha. Segundo as forças aéreas dos dois países, o IL-20 de reconhecimento voava em espaço aéreo internacional sem plano de voo e sem contato por rádio, obrigando a decolagem de alerta dos aviões de patrulha.
Avião russo interceptado no Báltico por Alemanha e Suécia
Os militares suecos informaram na rede X que os JAS 39 Gripen identificaram e fotografaram a aeronave russa, enquanto os Eurofighter alemães garantiram escolta inicial antes de retornar para a base em Rostock-Laage, no norte da Alemanha. O procedimento, concluem as duas Forças Aéreas, ocorreu “sem incidentes”.
A operação reforça o estado de alerta mantido por países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e da União Europeia contra atividades militares russas na região. Na sexta-feira ( ), o Ministério das Relações Exteriores da Estônia relatou a entrada de três caças russos em seu espaço aéreo por 12 minutos, episódio classificado como violação grave de soberania.
Casos recentes também incluíram a derrubada de drones russos sobre a Polônia, elevando temores de que o conflito na Ucrânia possa ultrapassar fronteiras. Especialistas ouvidos pela Reuters ressaltam que o patrulhamento conjunto demonstra a capacidade de resposta rápida da OTAN e a cooperação entre aliados bálticos.
De acordo com a Luftwaffe, o IL-20 interceptado costuma executar missões de coleta de sinais eletrônicos. O voo sem transponder ou plano de rota torna mais difícil a detecção por controladores civis e aumenta os riscos de colisão com tráfego comercial.
Para as autoridades suecas, a presença de aeronaves não identificadas reforça a importância de manter caças em prontidão permanente. O país, que solicitou ingresso formal na OTAN, já vinha ampliando exercícios conjuntos e monitoramento na região.
Imagem: Commander
No encerramento da operação, os Gripen suecos acompanharam o avião russo até que ele se afastasse da área sensível do sul do Báltico. Não houve comunicação direta entre tripulações, nem qualquer manobra considerada hostil.
Este é o mais recente de uma série de incidentes que colocam em evidência a tensão no espaço aéreo europeu. As forças armadas dos Estados-membros garantem que continuarão a agir sempre que aeronaves não declaradas representarem risco à segurança e à soberania.
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Crédito da imagem: Global News















