Australiano é condenado por matar Tatiana Dokhotaru
Australiano é condenado por matar Tatiana Dokhotaru em Sydney, após júri considerar Danny Zayat culpado pelo assassinato da ex-namorada canadense em 2023, crime presenciado pelo filho do casal.
Condenação após julgamento de três dias
Depois de três dias e meio de deliberação, o júri formado por 12 pessoas chegou a um veredicto de 11 votos a 1, declarando Danny Zayat culpado por homicídio qualificado. O crime ocorreu em 27 de maio de 2023, no apartamento da vítima, no subúrbio de Liverpool, em Sydney. Tatiana Dokhotaru, de 34 anos, natural da Colúmbia Britânica, Canadá, vivia na Austrália desde 2012.
Liga de emergência e violência doméstica
Minutos antes de morrer, Dokhotaru telefonou para a linha de emergência australiana e informou que o ex-companheiro “tentava matá-la”. A ligação foi interrompida pouco depois. Segundo o laudo pericial apresentado em tribunal, a causa da morte foi traumatismo craniano por objeto contundente, agravado por uma queda.
O caso reforça a dimensão da violência doméstica. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada três mulheres no mundo sofre algum tipo de agressão física ou sexual ao longo da vida.
Filho de seis anos testemunhou
O filho do casal, que tinha quatro anos na época e hoje tem seis, foi a única testemunha presencial. Em depoimento, ele relatou que “papai estava muito bravo” e que “não conseguia acordar mamãe”. Amigos contaram que a canadense já havia obtido uma ordem de restrição contra Zayat em 2022, quando visitou a família em Vancouver e relatou episódios de agressão.
Sentença será definida em dezembro
Zayat conhecerá a pena em audiência marcada para dezembro. Na Austrália, condenações por homicídio podem resultar em prisão perpétua, com possibilidade de liberdade condicional a critério do juiz.
Amigos da vítima, como Amber Haleta, viajaram ao país para acompanhar o julgamento e comemoraram o resultado, mas ressaltaram que “o veredicto não apaga a perda de uma mãe amorosa, filha única e amiga querida”.

Imagem: Amy Judd Global News
Para Haleta, o foco agora é garantir apoio psicológico ao menino: “Ele é um pequeno super-herói. Tatiana o amava mais do que tudo”.
O caso segue como símbolo da luta contra a violência de gênero e deve ganhar novos desdobramentos após a sentença.
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Crédito da imagem: Global News















