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Austrália proíbe bandeiras extremistas após ataque

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Austrália proíbe bandeiras extremistas após ataque

Austrália proíbe bandeiras extremistas após ataque é a principal medida contida no pacote de leis que o governo de Nova Gales do Sul levará ao Parlamento depois do tiroteio antissemita que matou 15 pessoas na praia de Bondi, em Sydney.

Austrália proíbe bandeiras extremistas após ataque

O projeto determina que a exibição pública da bandeira do Estado Islâmico ou de qualquer símbolo de grupos extremistas se torne crime punível com até dois anos de prisão e multa. O premier estadual, Chris Minns, informou ainda que o canto “globalize the intifada” será proibido em manifestações, e a polícia ganhará poder para exigir a retirada de coberturas faciais em protestos.

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“Discurso de ódio ou incitação ao ódio não têm lugar na nossa sociedade”, declarou Minns no sábado, sublinhando que o termo intifada — “levante” em árabe — tem sido usado para inflamar tensões e incentivar ataques contra judeus.

O debate legislativo começa na segunda-feira, após o premier convocar sessão extraordinária. Segundo a polícia, o atentado de domingo passado, que mirou uma celebração de Hanukkah, foi “inspirado” pelo Estado Islâmico; duas bandeiras caseiras do grupo foram achadas no carro dos suspeitos.

No plano federal, o primeiro-ministro Anthony Albanese prometeu ampliar a definição de crimes de ódio, endurecer penas e atualizar as já rígidas regras de armas do país. Ele também anunciou um Dia Nacional de Reflexão para o próximo domingo, último dia de Hanukkah, quando bandeiras oficiais ficarão a meio-mastro e um minuto de silêncio será observado às 18h47, horário do primeiro chamado de emergência.

Entidades judaicas saudaram as iniciativas, enquanto militantes pró-Palestina criticaram a restrição, alegando que o slogan se refere a protestos contra a guerra em Gaza. Especialistas em segurança citados pela BBC afirmam que a criminalização de símbolos pode ajudar a conter atos de inspiração terrorista, mas deve vir acompanhada de programas de prevenção ao extremismo.

O ataque também revelou atos de coragem: o sírio Ahmed Al Ahmed, que auxiliou vítimas e conteve um dos atiradores, já recebeu mais de US$ 2,5 milhões em doações.

Para acompanhar outras mudanças legislativas e análises de segurança pública, visite nossa editoria dedicada e continue informado.

Crédito da imagem: Global News

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