Home / NOTÍCIAS / GERAIS / Austrália expulsa embaixador do Irã após ataques antissemitas

Austrália expulsa embaixador do Irã após ataques antissemitas

Advertisements
Advertisements

Austrália expulsa embaixador do Irã após ataques antissemitas

Austrália expulsa embaixador do Irã após concluir que o regime iraniano ordenou dois atentados incendiários a estabelecimentos judaicos em Sydney e Melbourne, informou o primeiro-ministro Anthony Albanese nesta terça-feira (13).

Austrália expulsa embaixador do Irã após ataques antissemitas

Segundo Albanese, a Organização Australiana de Inteligência de Segurança (ASIO) detectou “informação crível” de que o governo de Teerã, por meio da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), dirigiu o incêndio à empresa kosher Lewis Continental Kitchen, em outubro de 2023, e à sinagoga Adass Israel, em dezembro do mesmo ano. Ambos os casos foram classificados como ataques antissemitas que ameaçaram a coesão social do país.

Advertisements
Advertisements

Até o momento, três suspeitos foram detidos. Em Sydney, o ex-líder do grupo de motociclistas Nomads, Sayed Mohammed Moosawi, de 32 anos, responde por comandar o atentado à cafeteria e por confundir o alvo em um bar vizinho dias antes. Em Melbourne, Giovanni Laulu, 21, e um segundo homem de 20 anos, cujo nome permanece em sigilo, são acusados de atear fogo à sinagoga.

Albanese afirmou que, diante das evidências, o embaixador iraniano em Canberra, Ahmad Sadeghi, foi declarado persona non grata e terá de deixar o país. Paralelamente, diplomatas australianos em Teerã foram realocados para um terceiro país, e o alerta de viagem para o Irã passou ao nível máximo — “Não viaje”. A ministra das Relações Exteriores, Penny Wong, destacou que esta é a primeira expulsão de um embaixador desde a Segunda Guerra Mundial, mas disse que “canais mínimos” de diálogo permanecerão abertos para proteger interesses australianos.

O governo também anunciou um projeto de lei para incluir oficialmente a Guarda Revolucionária na lista de organizações terroristas da Austrália. Fornecer apoio a grupos listados configura crime no país. A iniciativa foi comemorada pelo Conselho Executivo da Comunidade Judaica Australiana, que ressaltou os milhões de dólares em prejuízos e o impacto psicológico sobre fiéis.

Teerã nega qualquer envolvimento. Em nota, o porta-voz da chancelaria iraniana, Esmail Baghaei, vinculou a decisão de Canberra às recentes tensões com Israel após o anúncio australiano de que reconhecerá o Estado Palestino na ONU. O governo australiano refutou essa ligação e classificou os ataques como “atos de agressão extraordinários” perpetrados por um Estado estrangeiro em solo nacional. Reportagem da agência Reuters reforça que autoridades locais veem o episódio como parte de uma escalada global de operações clandestinas do IRGC.

A expulsão do embaixador iraniano sinaliza uma virada na política externa de Canberra, que vinha resistindo a sanções mais duras contra Teerã. Resta saber como o Irã responderá e qual será o impacto sobre os cerca de 15 mil australianos de ascendência iraniana.

Quer acompanhar novos desdobramentos sobre segurança e política internacional? Visite nossa editoria completa e fique por dentro.

Crédito da imagem: Global News

Advertisements
Advertisements

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *