Home / NOTÍCIAS / POLÍTICA / Ato em BH reúne milhares e tem participação remota de ex-presidente por videochamada

Ato em BH reúne milhares e tem participação remota de ex-presidente por videochamada

Advertisements
Advertisements

Manifestação na Praça da Liberdade pediu impeachment de autoridades e anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro

Milhares de pessoas se reuniram neste domingo (3/8) na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, em um ato promovido por movimentos de direita. A manifestação teve como principais pautas os pedidos de impeachment de autoridades do Executivo e do Judiciário, além da anistia para condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Advertisements
Advertisements

O evento contou com a presença de lideranças políticas ligadas a grupos conservadores e teve um momento de destaque com uma videochamada feita com o ex-chefe do Executivo nacional. Durante a chamada, o ex-mandatário permaneceu em silêncio, em razão de medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que restringem sua atuação pública, mesmo que de forma indireta.

Um dos parlamentares presentes ironizou a situação ao mostrar o vídeo ao público, afirmando que o ex-presidente “não pode falar porque vivemos em uma democracia”, ao mesmo tempo em que virava o celular para que os manifestantes vissem a imagem na tela. O gesto foi recebido com gritos e aplausos pela multidão.

Segundo os organizadores, o ato reuniu entre 15 mil e 20 mil pessoas, embora a Polícia Militar tenha informado que não realiza estimativas oficiais de público. O evento transcorreu de forma pacífica e sem registros de ocorrências graves.

Além da presença local de deputados e influenciadores digitais, o ato também teve participação remota de parlamentares que acompanham os desdobramentos judiciais em Brasília. Um dos filhos do ex-presidente, também investigado pelo Supremo, falou por vídeo e reforçou as críticas ao Judiciário.

A mobilização ocorre em meio ao avanço de investigações conduzidas pelo STF, que envolvem lideranças políticas e seus aliados. Recentemente, novas medidas restritivas foram determinadas contra o ex-chefe do Executivo, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento noturno e proibição de falas públicas. A decisão se baseia na suspeita de risco de fuga e na atuação internacional de aliados para pressionar governos estrangeiros contra o Brasil.

As pautas levantadas no ato de Belo Horizonte refletem o clima de tensão entre setores da direita e instituições do Judiciário. Os manifestantes empunhavam faixas com palavras de ordem, criticando ministros do Supremo e defendendo maior liberdade de expressão e supostos abusos de autoridade.

Durante os discursos, foram feitas defesas enfáticas de uma “renovação política” e apelos por mobilização popular. Os participantes também pediram transparência nas investigações e manifestaram apoio aos condenados por participação nos eventos antidemocráticos de 2023.

A manifestação em Belo Horizonte se soma a outros atos semelhantes que vêm ocorrendo em diferentes cidades do país, especialmente após o endurecimento das decisões judiciais envolvendo nomes de destaque da política nacional. A expectativa dos organizadores é manter a pressão popular e aumentar a visibilidade das reivindicações por meio das redes sociais.

Especialistas em ciência política avaliam que esses eventos refletem uma reorganização do campo conservador no Brasil, diante das limitações impostas pelo Judiciário a algumas de suas principais figuras. A estratégia tem sido adotar uma comunicação mais simbólica e menos direta, utilizando recursos como videochamadas e discursos indiretos para manter o vínculo com a base eleitoral.

Enquanto isso, o cenário institucional segue marcado por disputas entre os Poderes e pelas investigações em curso. As ações e reações entre políticos, magistrados e sociedade civil seguem sob os olhos atentos da opinião pública nacional e internacional.

Advertisements
Advertisements

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *