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Atendimento a idosos exige humanização nos serviços

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Atendimento a idosos exige humanização nos serviços

Atendimento a idosos exige humanização nos serviços e precisa ir além da fila preferencial: falta empatia, preparação de equipes e ambientes acessíveis em bancos, hospitais e repartições públicas de todo o país.

Atendimento a idosos exige humanização nos serviços

Em muitos pontos de serviço presencial, o idoso simplesmente “desaparece” aos olhos de atendentes apressados. Observam-se respostas impacientes, explicações confusas e ausência de gentileza básica. O quadro evidencia despreparo generalizado para lidar com uma população que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já representa mais de 10% dos brasileiros.

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Especialistas em gerontologia defendem que o atendimento a idosos deve incluir escuta ativa, explicações pausadas e repetidas sempre que preciso, além de ambientes com assentos adequados, boa iluminação e sinalização clara. Sem essas medidas, predominam situações de etarismo, preconceito que desvaloriza a experiência de quem ultrapassou os 60 anos.

O problema não está restrito ao setor público. No mercado de trabalho, a exclusão etária aparece disfarçada em critérios de “perfil” ou “otimização de recursos”, tornando invisíveis profissionais que acumularam décadas de conhecimento. Para a Organização Mundial da Saúde, combater o etarismo é passo fundamental para sociedades inclusivas e sustentáveis.

Há também consequências econômicas. Quando serviços bancários ou hospitalares falham na atenção à terceira idade, multiplicam-se retrabalhos, filas e judicializações. Iniciativas de capacitação em comunicação simples, acessibilidade arquitetônica e uso de tecnologias assistivas reduzem custos e ampliam a satisfação de todos os usuários.

Políticas públicas precisam encarar o envelhecimento como ativo social, não como ônus. Programas de formação continuada para servidores, certificações de boas práticas e campanhas de conscientização podem transformar a relação com quem mais contribuiu para a construção do país.

No fim das contas, qualificar o atendimento a idosos é preparar o próprio futuro. Afinal, todos estamos a caminho da mesma fila — e podemos decidir hoje se ela será marcada por respeito ou descaso.

Quer saber mais sobre inclusão e cidadania? Visite a seção BRASIL e acompanhe nossas próximas reportagens.

Crédito da imagem: Jose Anisio Pitico

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