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Ataques dos EUA à Venezuela não afetam petróleo estatal

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Ataques dos EUA à Venezuela não afetam petróleo estatal

Ataques dos EUA à Venezuela não afetam petróleo estatal Ataques dos EUA à Venezuela, que resultaram na captura do presidente Nicolás Maduro, não causaram danos às instalações de produção e refino da estatal Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA), informaram fontes próximas às operações à agência Reuters neste sábado (3).

Ataques dos EUA à Venezuela não afetam petróleo estatal

Segundo interlocutores ouvidos pela agência, unidades de extração, dutos e refinarias mantêm operação regular, apesar do bombardeio conduzido durante a madrugada. O porto de La Guaira, perto de Caracas e fora da rota de embarque de petróleo, teria sido o único ponto estratégico com danos estruturais importantes.

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O episódio ocorre em meio a uma escalada diplomática iniciada ainda em dezembro, quando o então presidente norte-americano Donald Trump ampliou o bloqueio marítimo, apreendendo duas cargas de cru venezuelano. A ofensiva reduziu as exportações da nação membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) pela metade, para cerca de 475 mil barris diários.

As restrições levaram armadores a evitar águas venezuelanas, forçando a PDVSA a estocar petróleo em navios-tanque para não interromper a produção. O cenário se complicou com um ataque cibernético à companhia no mês passado, que isolou terminais e obrigou ao uso de registros manuais.

Apesar da tensão, os preços internacionais do petróleo recuaram no último fechamento. O Brent para março cedeu 0,16%, a US$ 60,75, na ICE de Londres, enquanto o WTI para fevereiro caiu 0,17%, a US$ 57,32, na Nymex. Analistas apontam que o mercado já precificava parte do risco geopolítico, mas alerta para possíveis interrupções futuras que possam pressionar as cotações, sobretudo devido ao peso das reservas venezuelanas — as maiores do mundo.

Trump declarou em entrevista que empresas norte-americanas “estarão fortemente envolvidas” na reconstrução do setor energético venezuelano. O mercado acompanha ainda as negociações de cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia e a reunião da Opep+, marcada para domingo (4), fatores que podem influenciar a oferta global.

Mais detalhes sobre a operação da PDVSA podem ser lidos na cobertura da agência Reuters, considerada referência mundial em informações financeiras.

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Crédito da imagem: REUTERS/Angus Mordant

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