Ataques dos EUA ao Irã: iranianos canadenses reagem
Ataques dos EUA ao Irã: iranianos canadenses reagem movimentaram comunidades em Toronto, Vancouver, Montreal e outras cidades no fim de semana, revelando sentimentos que vão da euforia à preocupação.
Ataques dos EUA ao Irã: iranianos canadenses reagem
Os ataques começaram na madrugada de sábado (28) e atingiram áreas centrais de Teerã, inclusive instalações ligadas à liderança iraniana. Segundo o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, a operação buscou impedir que o Irã desenvolva armas nucleares e eliminar “ameaças iminentes”. A morte do aiatolá Ali Khamenei foi confirmada posteriormente pela mídia estatal iraniana.
Em Vancouver, Sedi Minachi, que há anos organiza protestos contra o regime, descreveu o momento como a “quase conclusão de um pesadelo de 47 anos”. “Primeiro chorei, depois não consegui parar de sorrir”, disse ela durante um ato no centro da cidade.
No mesmo dia, centenas se reuniram em Toronto. A co-organizadora Shermineh Esmati Novak classificou a ofensiva como um “sentimento de conquista”. Para ela, “a intervenção militar dominante é a única via para remover o regime”. Ardeshir Zarezadeh, ex-preso político e presidente do International Centre for Human Rights, reforçou a ideia: um Irã livre, argumenta, eliminaria o risco de bomba nuclear e beneficiaria a paz regional.
Contudo, nem todos aprovam a atuação externa. Mona Ghassemi, presidente do Iranian Canadian Congress, alertou que intervenções estrangeiras costumam ameaçar a soberania nacional. “Se o governo atual cair, temo que um sucessor submisso a Estados Unidos e Israel seja imposto”, afirmou.
As manifestações globais ganharam força após denúncias de que mais de 7 mil iranianos foram mortos nas recentes mobilizações internas, número divulgado pela Human Rights Activists News Agency e citado pela BBC. Já o governo de Teerã admite mais de 3 mil vítimas.

Imagem: Internet
Enquanto isso, o presidente interino Masoud Pezeshkian anunciou um conselho temporário encarregado de escolher o novo líder supremo. Entre os manifestantes, persiste a preocupação com parentes no Irã, embora Ali Hassan Abadi, presente no ato de Toronto, espere que “o medo acabe muito em breve”.
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Crédito da imagem: Global News















