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Ataque a sinagoga em Manchester: vítima pode ter sido ferida

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Ataque a sinagoga em Manchester: vítima pode ter sido ferida

Ataque a sinagoga em Manchester deixou dois fiéis mortos e três feridos graves, e a polícia investiga se um dos óbitos foi causado por disparo acidental de um agente que respondia ao atentado.

Ataque a sinagoga em Manchester: vítima pode ter sido ferida

O chefe da Polícia de Manchester, Stephen Watson, informou nesta sexta-feira (3) que o patologista responsável pelo caso identificou ferimento por arma de fogo em uma das vítimas fatais do ataque à Heaton Park Congregation Synagogue, no bairro de Crumpsall. Como o agressor não portava arma, a suspeita é de que o disparo tenha sido um efeito trágico e imprevisto da ação policial.

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No atentado, ocorrido na tarde de quinta-feira, o suspeito Jihad Al-Shamie, 35 anos, jogou um carro contra pedestres e avançou com uma faca contra os fiéis que participavam do Yom Kippur, data mais solene do calendário judaico. Ele usava um cinturão que imitava explosivos e foi morto sete minutos depois pela polícia.

As vítimas fatais foram identificadas como Adrian Daulby, 53 anos, e Melvin Cravitz, 66. De acordo com Watson, eles estavam “lado a lado atrás da porta” tentando impedir a entrada do agressor. Um dos feridos hospitalizados também apresenta lesão compatível com tiro.

Autoridades tratam o caso como ato de terrorismo. O secretário do Interior britânico, Shabana Mahmood, afirmou que Al-Shamie, cidadão britânico de origem síria, não era monitorado pela polícia nem pelo programa antirr​adicalização Prevent. Três pessoas — dois homens e uma mulher — foram detidas sob suspeita de envolvimento na preparação do atentado.

O serviço público britânico BBC destacou que a comunidade judaica do Reino Unido, de cerca de 300 mil pessoas, vive aumento de incidentes antissemitas desde 2023. O rabino-chefe Ephraim Mirvis classificou o episódio como “resultado de uma onda incessante de ódio” e pediu ações firmes contra manifestações que incitem violência.

Para reforçar a segurança, mais agentes foram deslocados para Manchester durante o fim de semana. O primeiro-ministro Keir Starmer visitou o local e afirmou que “o país inteiro deve se unir em solidariedade aos judeus britânicos”. Representantes de outras religiões, como a futura líder da Igreja da Inglaterra, bispa Sarah Mullally, repudiaram o ataque.

Dados da organização Community Security Trust indicam mais de 1,5 mil ocorrências antissemitas no primeiro semestre deste ano, o segundo maior número já registrado. Líderes políticos discutem se protestos pró-Palestina, frequentes desde o início da guerra em Gaza, estimulam o antissemitismo; organizadores negam e defendem o direito a manifestações pacíficas.

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Crédito da imagem: Peter Byrne/PA via AP

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