Ataque russo a Kiev usa 595 drones e 48 mísseis
Ataque russo a Kiev usa 595 drones e 48 mísseis deixou ao menos quatro mortos, entre eles uma criança, e feriu cerca de 80 pessoas na madrugada deste domingo (28). Segundo o Exército ucraniano, as defesas aéreas interceptaram 568 drones e 43 mísseis, mas parte dos artefatos atingiu prédios residenciais, fábricas e instalações de energia.
Ataque russo a Kiev usa 595 drones e 48 mísseis
De acordo com o comando militar de Kiev, a ofensiva, que durou mais de 12 horas, configurou-se como um dos bombardeios mais extensos à capital desde o início da guerra, em 2022. O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que o objetivo era “infraestruturas militares, inclusive campos de aviação”, utilizando armas aéreas e marítimas de longo alcance, além dos drones.
Em pronunciamento no aplicativo Telegram, o presidente Volodymyr Zelenskiy acusou Moscou de “ataques vis” contra civis e voltou a pedir que a comunidade internacional restrinja as receitas energéticas russas que financiam o conflito. Ele ressaltou a importância de novas sanções europeias, principalmente contra a frota de petroleiros da Rússia.
Durante o ataque, a vizinha Polônia chegou a fechar temporariamente seu espaço aéreo sobre duas cidades no sudeste do país; caças foram acionados até que o alerta terminasse. Em Kiev, moradores se refugiaram em estações de metrô enquanto sirenes soavam e explosões ecoavam pela cidade. Ao amanhecer, colunas de fumaça ainda eram vistas nos bairros atingidos.
Jornalistas que visitaram os subúrbios da capital relataram fileiras de casas recém-construídas quase totalmente destruídas, carros esmagados por destroços e janelas estilhaçadas pela onda de choque das explosões. Em Zaporizhzhia, no sudeste ucraniano, quase 40 pessoas ficaram feridas em um ataque que o governo descreveu como “extraordinariamente violento”.
Imagem: Reuters
Moscou, por sua vez, voltou a negar que tenha como alvo a população civil, apesar de organismos internacionais registrarem milhares de mortes e ampla devastação em áreas residenciais desde o início da invasão.
Para acompanhar mais notícias sobre conflitos e geopolítica, visite nossa seção de mais notícias e mantenha-se informado em tempo real.
Crédito da imagem: Pixabay/IGORN















