Home / NOTÍCIAS / GERAIS / Ataque paramilitar no Darfur mata 53 civis, diz ONG

Ataque paramilitar no Darfur mata 53 civis, diz ONG

Advertisements
Advertisements

Ataque paramilitar no Darfur mata 53 civis, diz ONG

Ataque paramilitar no Darfur deixou pelo menos 53 pessoas mortas e 21 feridas após bombardeios e uso de drones pela Rapid Support Forces (RSF) contra um abrigo em El-Fasher, norte do Sudão, informou a Sudan Doctors Network.

Bombardeio atingiu abrigo de deslocados

O alvo foi o al-Arqam Home, instalado dentro da Universidade Islâmica de Omdurman e destinado a famílias deslocadas pela guerra que já dura mais de dois anos. Entre as vítimas, há 14 crianças e 15 mulheres. Segundo a organização médica, a maioria dos feridos apresenta lesões graves.

Advertisements
Advertisements

Civis sob cerco e risco de fome

Desde julho, a RSF impõe bloqueio total a El-Fasher, último reduto das Forças Armadas sudanesas na região. A Organização das Nações Unidas alerta que cerca de 260 mil civis permanecem encurralados na cidade, enfrentando escassez de alimentos e surtos de cólera.

Denúncias de violações de direitos humanos

Grupos locais, como a Mashad Organization, classificaram o ataque como “uma das piores chacinas” desde o início da ofensiva paramilitar há mais de um ano, acusando a RSF de adotar política de terra arrasada contra a população civil. O Tribunal Penal Internacional investiga supostos crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos no conflito.

Guerra já expulsou 14 milhões de sudaneses

O confronto começou em abril de 2023, quando tensões entre o exército regular e a RSF explodiram na capital Cartum e se espalharam pelo país. Estima-se que dezenas de milhares de pessoas tenham morrido, enquanto mais de 14 milhões foram deslocadas internamente ou buscaram refúgio em nações vizinhas.

A escalada da violência em Darfur evidencia a urgência de esforços diplomáticos para cessar-fogo e proteção de civis. Continue acompanhando a cobertura internacional em nossa editoria e confira outros temas em Minas Informa.

Crédito da imagem: Globalnews.ca

Advertisements
Advertisements