Ataque dos EUA contra narco-terroristas mata quatro
Ataque dos EUA contra narco-terroristas mata quatro marcou a 22ª ofensiva militar norte-americana contra embarcações suspeitas no Caribe e no Pacífico Oriental desde setembro, elevando para 87 o número de mortos nessas ações.
Detalhes da operação e justificativa oficial
De acordo com comunicado do Comando Sul dos Estados Unidos, o Joint Task Force Southern Spear bombardeou em 4 de dezembro um barco de pequeno porte em águas internacionais do Pacífico Oriental. A missão, autorizada pelo secretário de Guerra Pete Hegseth, teve como alvo um grupo classificado como “Organização Terrorista Designada”. A inteligência militar afirma que a embarcação transportava entorpecentes por uma rota conhecida de narcotráfico. Os quatro homens a bordo, identificados como “narco-terroristas”, morreram no ataque.
Em publicação na rede X, Hegseth celebrou a ação ao responder elogios do produtor Andrew Kolvet, do programa The Charlie Kirk Show: “Seu desejo é uma ordem, Andrew. Afundamos outro barco narco”.
Sequência de ataques e questionamentos de direitos humanos
O mais recente bombardeio ocorre três semanas após ofensiva similar realizada em 15 de novembro, também sob ordens de Hegseth. Naquela ocasião, o Pentágono relatou a destruição de outra lancha supostamente usada para tráfico de drogas.
A escalada de operações tem sido criticada por organizações de direitos humanos. Nesta semana, a família do colombiano Alejandro Carranza, morto em 15 de setembro durante ataque na costa caribenha do país, apresentou denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos. O advogado Daniel Kovalik argumenta que se tratou de execução extrajudicial e afirma que não foram apresentadas provas das “sacolas de cocaína e fentanil” citadas pelo ex-presidente Donald Trump como justificativa para a ação.

Imagem: Rachel Goodman Global
Até o momento, Washington não divulgou imagens que comprovem a presença de drogas nas embarcações atingidas, mas mantém a estratégia ofensiva, alegando necessidade de conter o fluxo de entorpecentes rumo à América do Norte.
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Crédito da imagem: Global News















