Ataque dos EUA e Israel ao Irã provoca reações globais
Ataque dos EUA e Israel ao Irã provoca reações globais. A ofensiva militar conjunta realizada neste sábado, segundo o presidente norte-americano Donald Trump, visa derrubar o regime iraniano e desencadeou condenações e alertas de “graves consequências” em várias capitais.
Ataque dos EUA e Israel ao Irã provoca reações globais
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, classificou a ação como incompatível com a Carta da ONU e afirmou que o uso da força ameaça a paz internacional. Horas depois do bombardeio inicial, Teerã respondeu contra bases americanas e israelenses nos Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Catar, ampliando o temor de escalada regional.
Em Riad, o Ministério das Relações Exteriores saudita repudiou “nos termos mais fortes” os ataques iranianos a países vizinhos, mas evitou mencionar explicitamente a ofensiva de Washington e Tel Aviv. O presidente egípcio Abdel-Fattah el-Sissi declarou solidariedade à Arábia Saudita e advertiu que a continuidade dos confrontos aumentará o sofrimento das populações locais.
No Golfo, o Catar defendeu o direito de resposta a Teerã, embora tenha reiterado seu histórico de mediação e incentivo ao diálogo. Já o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, lamentou a violação da soberania iraniana e considerou igualmente inaceitável a retaliação de Teerã contra estados árabes.
Moscou foi dura: o Ministério das Relações Exteriores russo qualificou a operação como “ato de agressão deliberado, premeditado e não provocado” contra um membro soberano da ONU. Pequim também expressou “grande preocupação”, exigindo cessar-fogo imediato e respeito à integridade territorial iraniana.
A União Europeia pediu “máxima contenção” e reforçou a importância da não proliferação nuclear. O presidente francês Emmanuel Macron alertou para “consequências graves” da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. No Reino Unido, o primeiro-ministro Kier Starmer afirmou que Londres não participou da ação, mas reforçou sua presença defensiva na região.
Em Canberra e Ottawa, os primeiros-ministros Anthony Albanese e Mark Carney manifestaram apoio aos Estados Unidos para impedir que o Irã obtenha armas nucleares, ao mesmo tempo em que solicitaram proteção a civis e atualizaram alertas de viagem.

Imagem: Internet
Enquanto isso, o governo canadense orientou seus cidadãos no Irã a buscar abrigo imediato e registrar-se em serviços consulares para receber atualizações sobre a crise em curso.
No encerramento, líderes globais convergem em um ponto: qualquer novo ataque pode empurrar o Oriente Médio para um conflito mais amplo, com impacto direto nos preços do petróleo e na segurança internacional.
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Crédito da imagem: Globalnews.ca















