Ataque de drones russos deixa mortos na Ucrânia
Ataque de drones russos em plena luz do dia matou três pessoas, feriu dezenas e incendiou um prédio histórico em Lviv, no oeste da Ucrânia, nesta terça-feira, segundo autoridades locais.
Ataque de drones russos deixa mortos na Ucrânia
De acordo com a Força Aérea ucraniana, mais de 550 drones foram lançados durante o dia, um desvio da tática usual de ataques noturnos adotada por Moscou desde o início da guerra, há mais de quatro anos. Somando-se às investidas da madrugada, quando centenas de drones e dezenas de mísseis já haviam sido disparados, quase 1.000 artefatos de longo alcance atingiram o país desde a noite de segunda-feira.
Em Lviv, a 60 km da fronteira com a Polônia, 22 pessoas ficaram feridas. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram um drone colidindo com um edifício vizinho a uma igreja na área tombada como Patrimônio Mundial pela UNESCO. O governador regional, Maksym Kozytskyi, confirmou danos ao complexo do mosteiro Bernardine e relatou que outros dois drones atingiram um prédio residencial e uma rua próxima.
A tensão se estendeu a outras regiões. Em Ivano-Frankivsk, um soldado da Guarda Nacional e sua filha de 15 anos morreram após um ataque; eles haviam deixado a maternidade poucos dias antes, segundo a governadora Svitlana Onyshchuk. Já na região de Vinnytsia, uma pessoa morreu e 13 ficaram feridas, informou a governadora Natalia Zabolotna.
No leste, perto de Poltava, dois civis perderam a vida e 12 ficaram feridos, incluindo uma criança de cinco anos. As defesas aéreas atuaram durante todo o dia nos arredores de Kyiv, enquanto instalações de energia também foram alvos na região de Ternopil.
O presidente Volodymyr Zelenskyy declarou em pronunciamento noturno que a dimensão dos ataques comprova a “ausência de intenção russa em encerrar a guerra” e pediu mais pressão internacional. Para ele, a Rússia só recuará mediante “perdas tangíveis em Moscou”.
Moscou não comentou imediatamente as ofensivas, mas costuma alegar que mira infraestrutura civil para reduzir a capacidade bélica de Kyiv. O Kremlin, entretanto, tem sido reiteradamente acusado de atingir alvos não militares; organizações como a Human Rights Watch denunciam milhares de mortes de civis desde fevereiro de 2022.

Imagem: Internet
Do lado ucraniano, ataques a refinarias, depósitos e terminais russos também continuam. Especialistas alertam que a intensificação dos bombardeios diurnos representa novo desafio à já limitada cobertura antiaérea de Kyiv, que depende em grande parte de sistemas fornecidos pelos Estados Unidos e pela União Europeia.
Em meio às explosões, moradores de Lviv relataram choque. “Minhas mãos tremiam quando o drone passou pela janela do quinto andar”, contou a residente Tetiana Kachkovska, evidenciando que, mesmo longe da linha de frente, a região permanece vulnerável.
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Crédito da imagem: Globalnews.ca
















