Ata do Copom dita rumo do mercado e sinaliza Selic
Ata do Copom dita rumo do mercado e sinaliza Selic e mantém agentes financeiros em alerta nesta terça-feira, 23 de setembro de 2025, após o Comitê de Política Monetária ter preservado a taxa básica em 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas.
Ata do Copom dita rumo do mercado e sinaliza Selic
Divulgado nas primeiras horas do dia, o documento do Banco Central promete detalhar as razões para a manutenção da Selic e indicar se existe margem para cortes nos próximos encontros. A leitura é decisiva para o Ibovespa, que abriu o pregão acompanhando o humor externo e os indicadores de produção industrial divulgados nos Estados Unidos, Zona do Euro e Japão.
No câmbio, o Ibovespa em dólar (EWZ) avançava 0,26% no pré-market norte-americano, cotado a US$ 30,87, enquanto o ADR da Petrobras (PBR) subia 0,24% a US$ 12,75. Já os recibos da Vale recuavam 0,64%, para US$ 10,79.
Entre as commodities, o barril do Brent registrava alta de 0,44%, negociado a US$ 66,86; o WTI ganhava 0,59%, a US$ 62,65. No universo cripto, o Bitcoin valorizava 0,50%, atingindo US$ 113.008, e o Ethereum somava 0,70%, cotado a US$ 4.195,09.
Nos Estados Unidos, os futuros operavam de forma mista às 7h11: S&P 500 recuava 0,01%, Dow Jones avançava 0,12% e Nasdaq ganhava 0,04%. Investidores cruzam esses dados com o conteúdo da ata para estimar o diferencial de juros entre Brasil e EUA, fator-chave para o fluxo de capital estrangeiro.
Analistas destacam que qualquer sinal de flexibilização monetária poderá pressionar a curva de juros local e influenciar decisões corporativas até o fim do ano. Por outro lado, a manutenção de um tom mais conservador tende a sustentar o real e segurar expectativas inflacionárias.
Imagem: Equipe Mey Times
À medida que o dia avança, o mercado também monitora pronunciamentos de diretores do BC e possíveis intervenções cambiais, além de balanços corporativos relevantes previstos para depois do fechamento.
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Crédito da imagem: REUTERS/Amanda Perobelli















