Ata do Copom e IPCA-15 guiam apostas na Selic
Ata do Copom e IPCA-15 guiam apostas na Selic nesta semana de 23 a 29 de março, quando indicadores cruciais podem confirmar ou questionar o ritmo de corte de juros delineado pelo Banco Central.
Ata do Copom e IPCA-15 guiam apostas na Selic
A agenda doméstica concentra os holofotes do mercado. Na terça-feira (24), a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária trará detalhes do raciocínio que levou ao recente corte da Selic e, sobretudo, pistas sobre próximos passos. Dois dias depois, na quinta-feira (26), o IPCA-15 — prévia oficial da inflação — e o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) serão divulgados em sequência, testes diretos para a estratégia da autoridade monetária.
Especialistas observam que um IPCA-15 acima do esperado pode esfriar apostas em novos cortes, ao passo que um dado comportado reforçaria a trajetória de flexibilização. O RTI, por sua vez, deve explicitar projeções revisadas e o balanço de riscos monitorado pelo Banco Central.
Indicadores brasileiros no radar
Além dos números de inflação, a segunda-feira (23) abre os trabalhos com o Boletim Focus, às 8h25, termômetro das expectativas de mercado. Na quarta-feira (25), a Fundação Getulio Vargas divulga o Índice de Confiança do Consumidor e, à tarde, sai o fluxo cambial. Já a sexta-feira (27) fecha a semana com dados de investimento estrangeiro direto, transações correntes e a taxa de desemprego, relevantes para avaliar a atividade econômica.
Cenário externo movimentado
Nos Estados Unidos, PMIs de indústria e serviços (terça, 24) e dados de seguro-desemprego (quinta, 26) ajudam a medir o fôlego da maior economia do mundo, enquanto discursos de dirigentes do Federal Reserve podem ajustar expectativas para os juros americanos. Na Europa, os PMIs da zona do euro e a inflação do Reino Unido serão acompanhados de perto, e no Japão o mercado monitora o CPI desta quinta-feira (26).
Resumo da agenda 23–29/3 (horário de Brasília)
Brasil: Focus (23), Ata do Copom (24), Confiança do Consumidor e Fluxo Cambial (25), RTI + IPCA-15 + CMN (26), IED, Transações Correntes e Desemprego (27).
EUA: Gastos com Construção (23); ADP, PMIs e falas de Michael Barr (24); Pedidos de auxílio-desemprego (26); estoques do varejo e Confiança do Consumidor da Universidade de Michigan (27).
Europa: PMIs da zona do euro (24) e discurso de Christine Lagarde (25).

Imagem: Juliana Caveiro
Reino Unido: PMIs (24); CPI e PPI (25); Vendas no Varejo (27).
Japão: Relatório do BoJ e CPI regional (23); ata de política monetária (24); CPI nacional (26).
Com tantos dados concentrados, a dinâmica doméstica — especialmente o comportamento da inflação — deve continuar sendo o principal vetor para as negociações locais de juros e câmbio.
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Crédito da imagem: Rafael de Matos Carvalho/Canva















