Asteroides potencialmente perigosos: 6 passagens em 2026
Asteroides potencialmente perigosos: 6 passagens em 2026 dominam o calendário astronômico do próximo ano. A NASA, por meio do Center for Near-Earth Object Studies (CNEOS), rastreará rochas que variam de 340 metros a 1,6 quilômetro, todas classificadas como Potencialmente Perigosas (PHAs) por combinarem porte significativo e aproximações relativamente próximas da Terra.
Agenda de encontros cósmicos
16 de fevereiro – 2026 BX4: na segunda-feira de Carnaval, um Atira de até 390 m passa a 7,7 distâncias lunares (LD). Sua órbita interior ao caminho terrestre dificulta a detecção, e novo sobrevoo semelhante só ocorrerá em 2066.
14 de fevereiro – 162882 (2001 FD58): dois dias antes, o Dia dos Namorados internacional ganha a visita de um corpo de 1 km que cruza a 16,9 LD. É um dos poucos objetos com efeito Yarkovsky mensurado, onde a luz solar altera sutilmente sua rota.
27 de junho – 152637 (1997 NC1): gigante de 1,6 km, quase quatro vezes o Pão de Açúcar, atinge 6,7 LD. A NASA atribui “raridade 3” ao evento, estimando passagens de tamanha escala apenas uma vez por década.
4 de julho – 523808 (2007 ML24): dias depois, um Aten de até 800 m cruza a 9,0 LD a 16,76 km/s. Por ficar grande parte do ano entre a Terra e o Sol, permanece oculto aos telescópios tradicionais até se aproximar rapidamente.
9 de agosto – 173561 (2000 YV137): com 1,3 km de diâmetro e distância de 13 LD, retorna após mais de meio século; a última visita ocorreu em 1972, quando o programa Apollo ainda estava em operação.
10 de agosto – 2019 NY2: fecha a sequência o objeto que chegará mais perto: 6,5 LD. Com até 340 m, seu tamanho equivalente a um estádio de futebol, aliado à proximidade, o torna prioridade nos centros de rastreio planetário.

Imagem: Layse Ventura via Gini
Monitoramento constante e segurança
Segundo a NASA, PHAs representam risco potencial apenas no longo prazo. Em 2026, todos os seis encontram-se em trajetórias seguras, mas sua análise fornece dados cruciais para fortalecer estratégias de defesa planetária e aperfeiçoar os modelos de cálculo orbital.
No total, o CNEOS planeja acompanhar milhares de objetos próximos à Terra durante o ano, mas estes seis resumem os encontros mais relevantes pelo porte, velocidade e raridade. Astrônomos enfatizam que, embora as distâncias citadas sejam astronômicas, mantêm valor científico elevado para testes de radar, estimativas de massa e estudos sobre a composição dos corpos celestes.
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Crédito da imagem: Layse Ventura via Gemini / Olhar Digital















